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MOURISCAS - TERRAS E GENTES

Criado em 2004 para falar de Mouriscas e das suas gentes. Muitos artigos foram transferidos doutro espaço. Podem ter desaparecido parágrafos ou espaços entre palavras, mas, em geral, os conteúdos serão legíveis e compreensíveis.

MOURISCAS - TERRAS E GENTES

Criado em 2004 para falar de Mouriscas e das suas gentes. Muitos artigos foram transferidos doutro espaço. Podem ter desaparecido parágrafos ou espaços entre palavras, mas, em geral, os conteúdos serão legíveis e compreensíveis.

Mouriscas nos anos 30 (2)

25.12.04 | João Manuel Maia Alves
Continuemos com informações sobre Mouriscas constantes do Boletim da Junta da Província do Ribatejo (N.º 1, Ano 1937 - 40).

Feiras e Mercados — Não se realizam na área da freguesia.

Festas tradicionais — Na sede da freguesia e em Vale de Matos realizam-se, nos dias 20 de Janeiro, Domingo de Espírito Santo, e 15 de Agosto, as tradicionais festas de S. Sebastião, do Espírito Santo e da Senhora dos Matos, promovidas por comissões e que representam a devoção religiosa dos seus habitantes. Romarias não se realizam.

Vias de comunicação — Mouriscas é sede de estação de caminho de ferro. Alvega - Ortiga e Alferrarede são as estações que mais próximas ficam da sua estação. A estação fica distanciada da sede da freguesia 3,152 quilómetros.

Distância às povoações mais próximas: a Panascoso, por estrada nacional, 9 quilómetros, a Barca do Pego, 8 quilómetros e a Abrantes, 16 quilómetros. Na área da freguesia passa a estrada nacional nº 83, 2ª classe, que serve Panascoso, Mação, Alferrarede e Abrantes. — Há um porto fluvial, o da Barca de Bandos. — Há uma carreira de camionete que serve a freguesia e que de Carvoeiro se dirige para Alferrarede. — Não tem automóveis de aluguer.

Produção — As principais produções são azeite, figo seco, cereais e vinho. Como indústria tem: indústrias de esparto (fabrico de ceiras), a de cerâmica e a de azeite. Não existe qualquer indústria caseira. Possui moinhos de vento, moagens, azenhas, fábricas de destilação e 20 lagares de azeite, na sua maioria bem apetrechados com maquinaria moderna. – A produção que mais se tem desenvolvido é a do azeite. — Não são muitos os terrenos incultos e a agricultura é feita por processos primitivos. — As culturas que predominam são as do milho e da batata.

Comércio — A principal natureza do seu comércio é mercearia, predominando, como estabelecimentos comerciais, as mercearias. — As localidades com que mantém mais relações comerciais são Rossio ao Sul do Tejo, Alferrarede, Lisboa e Pôrto. — Tem farmácia.

Instrução — Na sede da freguesia existem escolas de ambos os sexos e nos Engarnais Fundeiros uma escola mixta. Há postos escolares em Entre-Serras e Casas Novas.

Associações e Instituições — Em 15 de Agosto de 1935 foi criada a "Casa do Povo" que organizou o Rancho das Azeitoneiras que no Cortejo Folclórico realizado, em Lisboa, no dia 30 de Maio de 1937, tão assinalado êxito obteve. — Não tem filarmónicas nem quaisquer outras associações ou instituições.

Águas — A freguesia é abastecida por fontes de bica e chafurdo. — Não tem qualquer água com propriedades medicinais. Não há rede de esgotos.

Luz eléctrica — Não tem energia eléctrica nem qualquer espécie de iluminação pública.

Igrejas e Capelas — Há na sede da freguesia a Igreja Matriz, e Capelas em Vale de Matos, no Espírito Santo e outra em Lercas, esta de recente construção e feita por subscrição pública.

Cruzeiros — Existe um cruzeiro no lugar da Venda.

Folclore — Trajos e costumes vulgares.

Casas brasonadas, pelourinhos, conventos, estátuas, monumentos e padrões, não existem.

Emigração faz-se para o Brasil e para África, mas em menor escala.

Especialidades em doces — "Tijeladas", "marmelada" e "bolos de noiva".

Pontos dignos do serem visitados — Poço da Talha, Mieirão, Gruta da Nossa Senhora da Lapa, Moinho da Atalaia, pontos de onde se disfrutam óptimos panoramas e vastos horizontes.

Não existem quaisquer elementos militares na freguesia. — "Legião Portuguesa" e "Mocidade Portuguesa" não há.


Nota – Existem no texto deste artigo ortografias antiquadas. “Mixta” foi substituído por “mista” e “Pôrto” hoje não leva acento. É referida a freguesia de “Panascoso”; o nome actual desta localidade é “Penhascoso”.