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MOURISCAS - TERRAS E GENTES

Criado em 2004 para falar de Mouriscas e das suas gentes. Muitos artigos foram transferidos doutro espaço. Podem ter desaparecido parágrafos ou espaços entre palavras, mas, em geral, os conteúdos serão legíveis e compreensíveis.

MOURISCAS - TERRAS E GENTES

Criado em 2004 para falar de Mouriscas e das suas gentes. Muitos artigos foram transferidos doutro espaço. Podem ter desaparecido parágrafos ou espaços entre palavras, mas, em geral, os conteúdos serão legíveis e compreensíveis.

Festas de verão

24.12.11 | João Manuel Maia Alves

O texto que se segue foi publicado com o programa das festas de verão de 1964. Manteve-se a ortografia em que foi escrito.

Um pouco de história e alguns dados estatísticos

As Festas de Verão foram criadas por iniciativa da Junta de Freguesia no ano de 1946.

A sua finalidade era não apenas conseguir fundos para os diversos melhoramentos de Mouriscas, mas também proporcionar a todos os mourisquenses, especialmente os ausentes em Lisboa e outros pontos do País, uma oportunidade para se encontrarem, conhecerem e conviverem num verdadeiro espírito de fraternidade, e ainda fomentar entre todos o amor à terra em que nasceram.

Apenas em 1961 estas festas foram interrompidas por se atravessar nessa altura o período mais agudo da guerra em Angola e ainda em memória do Sr. Professor Matias Lopes Raposo, então Presidente da Junta de Freguesia, e falecido do naquele mesmo ano.

À frente das diversas comissões das festas, todos os anos, modificadas com elementos novos, e sempre em íntima e perfeita colaboração com o Pároco da Freguesia, têm estado sempre homens do maior prestígio na nossa terra. Basta lembrar os nomes do Prof. Matias Lopes Raposo, Jesuvino Ferro, Dr. João Gualberto Santana Mata e Francisco Lourenço Grossinho, homens cuja competência, honestidade e interesse pelas coisas de Mouriscas, ninguém, com justiça, pode pôr em dúvida.

Os saldos conseguidos até hoje nas Festas de Verão o somam a importância deveras considerável de 225.759$50.

Até 1954 estes saldos, no valor de 119.072$80 foram aplicados em diversas obras da freguesia como Séde da Junta de Freguesia, Capelas do Cemitério, Capela do Espírito Santo, vários caminhos, fontes, pontes, etc. etc.

Depois de 1954 os saldos no valor de 106.686$70 foram integralmente destinados á construção da Nova Igreja Paroquial.

Estes saldos só por si, que outros motivos não houvesse, justificariam plenamente a continuação destas festas e todos os sacrifícios e algumas incompreensões que elas têm custado.

Não pensam assim todos os bons Mourisquenses?