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MOURISCAS - TERRAS E GENTES

Criado em 2004 para falar de Mouriscas e das suas gentes. Muitos artigos foram transferidos doutro espaço. Podem ter desaparecido parágrafos ou espaços entre palavras, mas, em geral, os conteúdos serão legíveis e compreensíveis.

MOURISCAS - TERRAS E GENTES

Criado em 2004 para falar de Mouriscas e das suas gentes. Muitos artigos foram transferidos doutro espaço. Podem ter desaparecido parágrafos ou espaços entre palavras, mas, em geral, os conteúdos serão legíveis e compreensíveis.

Simão Gonçalves Pedro (2)

17.07.08 | João Manuel Maia Alves
simao_g_pedro.jpgEm mais um artigo dedicado a Simão Gonçalves Pedro, Maria do Rosário Marques Chambel Gonçalves, sua nora, mostra um pouco do que foi a vida deste conhecido mourisquense O Senhor a quem sempre chamaram… «SIMÃO do COTOVELO» O senhor Simão, nasceu no dia 19 de Março de 1925, dia de S. José, na freguesia de Mouriscas, filho de António Domingos Gonçalves e de Inácia Isabel. Desde sempre viveu nas Mouriscas, nasceu no lugar da Carreira e depois foi viver para o lugar do Cotovelo. Naquele tempo difícil também adquiriu a sua instrução primária completando a bonita 4ª classe, na Escola Oficial de Mouriscas. Revelou algumas vezes uma grande admiração pelo seu professor e falava dele com respeito. Ditou a sorte nascer filho de um comerciante. Seu pai negociava nesta zona, iniciando com a vida de sapateiro e mais tarde com a mercearia e a taberna tradicional. Na taberna, vendiam-se mais as bebidas ao copo no balcão, havia também uma mercearia e sapataria. Simão cresceu e aprendeu de tudo, enfim, uma vida. Naquela casa se vendia um pouco de tudo ao peso, desde o sal, o açúcar, o café, o sabão passando pela cal parda, firma esta, então chamada de António Domingos Gonçalves & Irmão. A vida foi um pouco traiçoeira, aos 14 anos perde o seu querido pai e recebe como herança duas mulas. Com elas fazia vários transportes de mercadorias para Rio de Moinhos e no regresso trazia os mortos para Mouriscas. Com o seu saudoso pai tinha aprendido toda a arte de comerciar nos mais diversos artigos e também aprendeu a não ter medo. Arduamente e com alguma tristeza foi trabalhando ao lado de sua mãe e de seu tio, na firma «António Domingos Gonçalves & Irmão. Naquela casa de tudo se vendia, adubos «CUF», materiais de construção, azeite e bagaço e até ferramentas da metalurgia Duarte Ferreira de Tramagal, parecia até um centro comercial daquela época!!!. Os anos foram passando e lá chegou o dito momento da Inspecção, foi tropa e cumpriu o serviço militar durante alguns anos, em Leiria e Vendas Novas. Naquela época era um jovem alegre e simpático e conheceu uma menina que andava na costura, era natural de Entre Serras, de nome Isilda de Jesus Chambel, por ela se apaixonou, namorou e no mês de Agosto de 1950, se casou. Foi um dia especial para eles e para toda a família em Entre Serras. O serviço de comerciante continuou ao lado da sua mãe, do seu tio e da sua esposa, no início do seu casamento. Passado algum tempo surgiu a firma «Francisco Domingos Gonçalves & Sobrinho». A vida foi decorrendo com a ajuda da esposa e o comércio caminhando mas devagar, devido à época também difícil que se atravessava, por volta do ano 1953. Nasceram do seu casamento dois filhos homens que muito o alegraram, pois poderiam dar continuidade ao seu trabalho... Sempre gostou de ler e escrever, pois era ele que fazia toda a sua escrita. Tirou um curso Comercial para assim poder fazer melhor os seus trabalhos. Passado algum tempo, nesta casa, foi implantada a primeira Bomba de Combustível da «SACOR». Grande foi a sua dedicação pela «CUF» e pela «Sacor».(Continua)