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MOURISCAS - TERRAS E GENTES

Criado em 2004 para falar de Mouriscas e das suas gentes. Muitos artigos foram transferidos doutro espaço. Podem ter desaparecido parágrafos ou espaços entre palavras, mas, em geral, os conteúdos serão legíveis e compreensíveis.

MOURISCAS - TERRAS E GENTES

Criado em 2004 para falar de Mouriscas e das suas gentes. Muitos artigos foram transferidos doutro espaço. Podem ter desaparecido parágrafos ou espaços entre palavras, mas, em geral, os conteúdos serão legíveis e compreensíveis.

Falar mourisquense (9)

18.07.06 | João Manuel Maia Alves
Vamos ver mais palavras e expressões mourisquenses.

COPA – Roupa. (A noite passada estava muito frio. Tive de pôr mais copa na cama.)

COPA – Gente de má qualidade. (Copa daquela não faz cá falta. Ainda bem que se foram embora. Aquilo era copa rũi.)

ASTRO – Firmamento, céu. Abóboda celeste. (Ontem à noite o astro estava todo vermelho.)

METER JEIRA – Intervir, tomar parte. (Ela não o deixa meter jeira no governo da casa.)

DEITE-ME A S’ BENÇA – Deite-me a sua bênção. Até por volta de 1960 era costume pedir a bênção a avós, tios e padrinhos. A resposta era “Deus te abençoe” ou algo semelhante.

NATUREZA – Temperamento, maneira de ser. (Ele tem muita força e come muito pouco. É diferente dos irmãos. Têm naturezas diferentes. A minha natureza não me pede para comer muito.)

PENDORA – Cacho de uvas pendurado para ser consumido mais tarde, às vezes passados vários meses depois da vindima.

PLANTAFORMA – Esquema para enganar alguém. (Aquilo deve ser uma plantaforma para levar o dinheiro à gente.)

DESMENTIR – Deslocar (ossos dum órgão.) (Ele desmentiu um braço ao tentar bater no ladrão.)

M’ NEL – Manuel, Manel. (Oh M’ nel anda cá. O meu M´ nel foi a Abrantes.)

ESTREFUGA – Trabalheira, actividade que envolve muito trabalho e canseira. (Dantes os casamentos eram uma grande estrefuga.)

MEDO – Aparição nocturna. (Noutros tempos diziam que aparecia aqui um medo.)

TRIPEÇA – Banco de cortiça sem pés e com seis lados quadrados ou rectangulares.

NO OURO – Quando numa balança de pratos o fiel estava bem vertical, dizia-se que estava no ouro, isto é bem equilibrada.

SOMBRINHA – Guarda-chuva. (Não te esqueças da sobrinha, porque é capaz de chover.)


João Manuel Maia Alves