Domingo, 23 de Julho de 2006

Morte do Almirante Esparteiro

alm_esp.JPGNos primeiros dias de Outubro de 1976 faleceu um mourisquense muito ilustre – o contra-almirante Joaquim Marques Esparteiro. Refira-se que é habitual designar e tratar por almirantes os contra-almirantes.Esta notável figura foi referida de passagem no artigo “Gente Ilustre”, de Agosto de 2004, dedicado a Luiz Marques Esparteiro e Engrácia Lopes e aos oito filhos deste casal. Merece que prestemos mais atenção à sua vida e às suas realizações, o que será feito neste e em futuros artigos deste blogue e na página “Mouriscas – Terra Grande, Terra Nossa” (http://motg.no.sapo.pt).Transcrevemos a seguir o que o Diário de Notícia escreveu a propósito do Almirante Joaquim Marques Esparteiro aquando do seu desaparecimento. FALECIMENTOCONTRA-ALMIRANTE JOAQUIM MARQUES ESPARTEIROFaleceu no Hospital da Marinha o sr. contra-almirante Joaquim Marques Esparteiro, de 81 anos, natural de Mouriscas, Abrantes, casado com a sra. D. Laurinda dos Santos Calvinho Marques Esparteiro, pai das sras. D. Maria Helena Esparteiro Lopes da Costa e D. Amélia Esparteiro Silva Leitão, sogro dos srs. Mário Lopes da Costa e José Luís Silva Leitão.O extinto era formado em Ciências Matemáticas com 18 valores e louvor de distinção, além do curso da Escola Naval e da Especialização em Artilharia.Foi professor de Cálculo, Mecânica Balística e do Curso de Especialização para Oficiais na Escola Naval. Deixa vasta bibliografia, dos mais variados assuntos, além de comunicações apresentadas em congressos estrangeiros, nomeadamente uma sobre a Energia Atómica, que levou a um Congresso para o avanço das Ciências na África do Sul, quando desempenhava o cargo de chefe do Departamento Marítimo de Moçambique, actualmente com o titulo de comandante naval.Começou a sua carreira naval nos Açores, onde permaneceu 15 meses, e, depois, serviu em navios de guerra em Inglaterra, França, províncias ultramarinas, tendo tomado parte em diversas manobras navais. Durante a sua carreira, fez serviço nos navios Gil Eanes, Pedro Nunes, Vasco da Gama, contra-torpedeiros, canhoneiras, na I.B.O., na Mandovi, Açor, etc.Comandou, durante a I Guerra Mundial uma traineira arvorada em navio de guerra, sendo, nessa altura apenas guarda-marinha. Através dos vários postos da sua carreira de marinheiro, comandou o torpedeiro «Mondego» em manobras, o “Gonçalo Velho” e o «Gonçalves Zarco» em viagens de soberania em Moçambique e noutras províncias. Serviu em diferentes contra-torpedeiros muitos deles em manobras navais. Também serviu em Macau, a bordo da canhoneira «Pátria» de 1922 a 1925, tendo então visitado vários pontos da China, Formosa e Japão. Desempenhou em Inglaterra, durante 5 anos as funções de chefe de armamento dos navios de guerra portugueses que foram construídos naquele país. Nessa situação proferiu em inglês, uma conferência na Associação de Engenheiros Ingleses em Barrow-in-Furness, e fez diversas viagens profissionais a França, Itália, Alemanha, Suécia, Holanda, Inglaterra, e Estados Unidos.Já em capitão-de-mar-e-guerra, comodoro e contra-almirante, desempenhou o alto cargo de governador de Macau, durante 5 anos, numa época particularmente difícil. Regressado à Metrópole, foi novamente nomeado director do Instituto Superior Naval de Guerra, correspondente aos Altos Estudos Militares, cargo que já tinha exercido anteriormente aquando da criação daquele instituto, para que foi convidado. Nestas circunstâncias, visitou estabelecimentos estrangeiros congéneres. Nos últimos anos de serviço efectivo, desempenhou o cargo de vogal do Supremo Tribunal Militar, durante 6 anos. Foi vice-presidente da Sociedade de Geografia e do Conselho Superior da Liga dos Combatentes da Grande Guerra. Foi sócio da Sociedade de Estudos de Moçambique e, em 1947, nessa qualidade, apresentou ao congresso em Lourenço Marques, uma interessante comunicação intitulada «Serão os outros mundos habitados?», cujas afirmações estão ainda actualizadas com as recentes viagens à Lua. Desta comunicação. foram extraídos trechos que fazem parte de antologias e adaptados em selectas do ensino, o que testemunha o valor literário e cientifico desta comunicação. A pedido do Centro de Investigação da Cultura do Algodão, em Moçambique, também fez uma série de conferências sobre o cálculo das probabilidades e as ciências de Observação, aplicação à cultura do algodão.Quando da sua missão em Inglaterra, foi-lhe pedido como técnico de Artilharia, o seu parecer na arbitragem de uma questão de aceitação de pólvora entre os «Vicker's» e a missão turca.Enquanto permaneceu em Inglaterra, a «Viker' s» pôs à sua disposição toda as suas bibliotecas incluindo documentação secreta.Da sua folha de serviços constam, além de diversos louvores, as seguintes condecorações: medalha de 1a. classe de Serviços Distintos; medalha de Mérito Militar de 1a.Classe; Grã-Cruz Militar de Avis; comendador da Ordem Militar de Sant'Iago de Espada; comendador da Ordem do Império; medalha de 1ª. Classe de Comportamento Exemplar; medalha da Vitória; Grande Oficial de Mérito Naval do Brasil; medalha de Mérito Naval de Espanha; Medalha de Socorro a Náufragos: de Coragem, Abnegação e Humanidade; medalha de Socorros a Náufragos de Filantropia e Caridade e medalha comemorativa das Campanhas do Exército Português.A foto incluída neste artigo pertence ao arquivo da Sociedade de Geografia de Lisboa e chegou-nos através do Prof. Carlos Bento. À prestigiosa instituição e ao dedicado colaborador deste blogue endereçamos os nossos agradecimentos.
publicado por João Manuel Maia Alves às 12:10
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Terça-feira, 18 de Julho de 2006

Falar mourisquense (9)

Vamos ver mais palavras e expressões mourisquenses.

COPA – Roupa. (A noite passada estava muito frio. Tive de pôr mais copa na cama.)

COPA – Gente de má qualidade. (Copa daquela não faz cá falta. Ainda bem que se foram embora. Aquilo era copa rũi.)

ASTRO – Firmamento, céu. Abóboda celeste. (Ontem à noite o astro estava todo vermelho.)

METER JEIRA – Intervir, tomar parte. (Ela não o deixa meter jeira no governo da casa.)

DEITE-ME A S’ BENÇA – Deite-me a sua bênção. Até por volta de 1960 era costume pedir a bênção a avós, tios e padrinhos. A resposta era “Deus te abençoe” ou algo semelhante.

NATUREZA – Temperamento, maneira de ser. (Ele tem muita força e come muito pouco. É diferente dos irmãos. Têm naturezas diferentes. A minha natureza não me pede para comer muito.)

PENDORA – Cacho de uvas pendurado para ser consumido mais tarde, às vezes passados vários meses depois da vindima.

PLANTAFORMA – Esquema para enganar alguém. (Aquilo deve ser uma plantaforma para levar o dinheiro à gente.)

DESMENTIR – Deslocar (ossos dum órgão.) (Ele desmentiu um braço ao tentar bater no ladrão.)

M’ NEL – Manuel, Manel. (Oh M’ nel anda cá. O meu M´ nel foi a Abrantes.)

ESTREFUGA – Trabalheira, actividade que envolve muito trabalho e canseira. (Dantes os casamentos eram uma grande estrefuga.)

MEDO – Aparição nocturna. (Noutros tempos diziam que aparecia aqui um medo.)

TRIPEÇA – Banco de cortiça sem pés e com seis lados quadrados ou rectangulares.

NO OURO – Quando numa balança de pratos o fiel estava bem vertical, dizia-se que estava no ouro, isto é bem equilibrada.

SOMBRINHA – Guarda-chuva. (Não te esqueças da sobrinha, porque é capaz de chover.)


João Manuel Maia Alves
publicado por João Manuel Maia Alves às 08:16
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Quarta-feira, 12 de Julho de 2006

Andando pelas Mouriscas

Quem for às Mouriscas e alguém ou alguma coisa quiser encontrar vai ter de procurar, não por avenidas, nem por ruas, nem por palácios, mas tão só por "casais", por lugares.... E o que são? Não mais que pequenos locais, simplesmente sítios, que, no seu conjunto, formam o povoado singular de Mouriscas, fruto de povoamento disperso, de que se conhecem origens e vestígios pré-visigóticos, romanos e árabes.

Diversa, também foi a colonização posterior, ora dos serrenhos que desceram do interior montanhoso e pobre para junto do rio, ora dos avieiros do Tejo que se fixaram nas suas margens...ora, ainda, dos construtores do caminho de ferro que por aqui foram ficando.

Destes lugares, muitos não sei onde ficam. Outros por lá terei passado mas não os sei identificar. Muitos outros são e serão as referências de uma vida, a origem da minha história, os limites do meu horizonte durante bastantes anos. Foram, são e continuarão a ser pedaços de mim, que os anos e a vida longe não fizeram esquecer. A cada regresso voltam as familiares curvas do caminho, os cheiros peculiares de cada flor ou fruto, os aromas dos fenos e da palha, das canas em putrefacção ou do esterco a fermentar, os cantos dos grilos e dos pássaros... e que bem cantam os melros na primavera! E os recantos bucólicos do Tejo, as pesqueiras, as fontes de água fresca, os açudes e azenhas das ribeiras, o Pisão do Bruxo, o Poço e o Canto do Inferno ou a Senhora da Lapa, esta já nos limites com o Sardoal.

Quem se não lembra dos sons dos trincos das noras, no verão, que os burros, encaraçados, pachorrentamente faziam rolar, puxando a roda-aguadeira que arrastava os alcatruzes pendurados no calabre, escorrendo água para o tombadouro, que a manilha levava fresca até ao tanque...

E o comboio! O comboio que, a princípio, só levava os outros! De nós ... só levava o sonho! O comboio a vapor, máquinas pretas, com frisos vermelhos e gonzos amarelos de latão brilhante nas bielas e a chaminé, também negra, a vomitar fumo negro por entre os vales à beira-rio ... pouca-terra, pouca-terra! E, quando os silvos anunciavam a partida do cavalo de ferro, as mulheres ficavam na estação, de lenços de cachené na cabeça, a chorar na despedida dos que partiam ... para Lisboa, como se fossem morrer!... Mais tarde, também ele nos levou. Para longe, para outros sítios, bucólicos ou não. Foi pelo comboio que começámos a alargar a nossa dimensão do mundo. Mas, às vezes trazia-nos de regresso. Para matar saudades, ou tão só para levar os avios da semana... Por isso, a gente continua a voltar. Uns para sempre. Outros vão e voltam ... poucos esqueceram esta luz, estes sons e esta paz.

Parece-me que só há os que voltam e os que gostavam de voltar... Mas, nem tudo são rosas e, às vezes, sentimos pena pelo abandono de algum património, pela degradação das fontes, da ponte romana, dos açudes, dos lagares, dos moinhos e azenhas primitivos e por algum despovoamento. Todavia, apesar de tudo, grande parte do património particular edificado está um primor, harmonioso no conjunto, respeitando, na maioria, as cores da tradição norte ribatejana - branco e ocre - onde domina o bom gosto, a simplicidade e a singeleza das construções antigas. É por isso que nos sentimos bem andando por aqui. Continuamos mais ligados do que pensamos a estes sítios, a estas gentes e aos costumes que cedo nos moldaram, para sempre, os que aqui nascemos e aqueles que adoptaram a nossa terra como sua. Quando a visitar e se entranhar pelos caminhos e carreiros vai, decerto, ver que tenho razão! Há quem diga que a culpa é da água das fontes ... outros que é de uma moira encantada! E há uma lenda, a lenda do "Poço da Talha"... da grade de ouro que permanece lá no fundo, e que também nos prende...Para todos nós será um prazer convidar-vos a conhecer Mouriscas, encontrar alguém, descobrir os vestígios da romana "Villa Calva", a necrópole pré-visigótica, a mina romana na Ribeira da Arcês, o Poço da Talha, as Carreiras, as azenhas no Tejo e o Canto do Inferno.

Se vierdes, procurai por aqui, são estes os sítios, são estes os "casais": Albertiosa, Aldeias, Alto do Pina, Alvarinhais, Balsa, Barragem do Negrelinho, Barro, Bexiga, Bica da Pedra, Bogalhinha, Cabeço do Clérigo, Cabeço do Moinho, Cabrais, Camarrão, Canenhos, Cardal, Carocha, Carreira, Carril, Carvalhão, Casal da Eira, Casal do Enxamim, Casal da Figueira, Casal da Igreja, Casal da Milha, Casal da Murteira, Casal das Caldeiras, Casal das Freiras, Casal das Varandas, Casal de Vale Covo, Casal do Tejo, Casal dos Castanhos, Casal dos Cordeiros, Casal dos Lousos, Casal dos Vares, Casal da Venda, Casal Fundeiro, Casal Vale Moinho, Casalão, Casas Novas, Casas Pretas, Cascalhos, Castelo, Convento, Cotovelo, Cova do Madeiro, Cumeada, Engarnais Cimeiros, Engarnais Fundeiros, Entre Serras, Estação, Estalagem, Ferrarias, Ferrasteira, Fonte Branca, Fonte da Cré, Fonte de Ferro, Fonte da Gelfa, Fonte da Pedra, Fonte da Venda, Fonte de Sapo, Fonte dos Amieiros, Fonte dos Carvalheiros, Fonte dos Pinheiros, Forno Novo, Jogo da Bola, Lamareira, Lameira da Rainha, Lameira Redonda, Lercas, Lomba Cimeira, Lomba Fundeira, Maiorga, Meirinha, Mendavão, Milheira, Moinho, Moinho da Passalva, Monte Clérigo, Monte de S. Gabriel, Monte Novo, Morcegais, Motas, Mouriscas-gare, Murteira, Nossa Senhora dos Matos, Outeirinho, Outeiro Cimeiro, Outeiro Fundeiro, Outeiro do Gaio, Parício, Pinseiro, Pinheiro, Pisão do Bruxo, Poçarrão, Pombo, Portela das Eiras, Portela do Freixo, Rio Frio, Santo António, São Simão, Sentieiras, Sevado, Sourões, Surdo, Tojal, Vale do Esteio, Vargem do Ruivo, Várzea, Vimieiro e, decerto, mais alguns.

Se encontrardes, encontrar-nos-emos, será um prazer. Um grande prazer!

Oeiras, 2006/07/04

Josué Carlos Marques Valente
publicado por João Manuel Maia Alves às 17:49
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Sexta-feira, 7 de Julho de 2006

O padre-pensionista e a banda excomungada

 

padre_henrique.JPG

Pe. Henrique de Oliveira Neves

 

No mês de Maio saiu neste blogue um artigo sobre o Pe. Severino Ferreira Sant’ana e o seu falecimento, ocorrido em 1903. O Pe. Henrique Neves, pároco de Mouriscas, é referido como tendo estado presente no funeral. Ninguém imaginaria então que o Pe. Henrique de Oliveira Neves, natural de Boa Farinha, perto de Vila de Rei, iria ser protagonista duma acesa disputa político-religiosa anos mais tarde. 

A República, implantada em 1910, tomou várias medidas que desagradaram à Igreja Católica. Para falar de coisas terrenas, foram abolidas ou expropriadas fontes de rendimento dos párocos como as propriedades agrícolas anexas às igrejas ou residências paroquiais. Assim, os padres se encontraram sem condições básicas de subsistência. O novo regime criou pensões para os padres. Claro que um padre que aceitasse a pensão do Estado ficava numa situação de dependência. O Estado esperava dele que, no mínimo, não hostilizasse o novo regime. Era certa a ruptura com a hierarquia, que tinha proibido os padres de aderir às pensões. 

Na nossa região alguns padres aceitaram, nos finais de 1911, as pensões. Um deles foi o já mencionado o Pe. Henrique. Foi também o único que se manteve padre-pensionista.O Pe. Henrique não podia encontrar nenhuma compreensão por parte do bispo de Portalegre, D. António Moutinho, que tomou posições muito firmes perante as medidas da República. Os superiores hierárquicos do Pe. Henrique retiraram-lhe o poder de exercer funções eclesiásticas, não reconhecendo a validade de missas, casamentos, baptizados e outros actos de culto que viesse a praticar. O Pe. Henrique não abandonou a igreja matriz, onde continuou a exercer as funções de que a hierarquia o tinha privado. O bispo de Portalegre nomeou um novo pároco, – o Pe. Nogueira, que realizava os actos do culto na capela do Espírito Santo, nas Ferrarias. Tínhamos agora dois padres em Mouriscas. Os dois têm partidários. Famílias dividem-se. Há violência física e verbal. Esta situação mantém-se durante muitos anos e vai envolver mais dois bispos. Um deles foi D. Manuel Mendes da Conceição Santos, que sucedeu a D. António Moutinho. Confessou ao mourisquense Monsenhor Martinho Lopes Maia ter tido muitas preocupações por causa da disputa de que vimos falando. 

Algo muito sensacional tem de acontecer em Mouriscas para ser noticiado num jornal de Portalegre. Pois isso aconteceu com uma medida do terceiro bispo de Portalegre envolvido neste caso, D. Francisco Maria Frutuoso, que sucedeu a D. Manuel Mendes da Conceição Santos. Vamos ver o que se passou.No início do ano de 1924, o Pe. Henrique, padre-pensionista há uns bons anos e ainda privado das suas funções, convidou a Filarmónica de Rossio ao Sul do Tejo para tocar nas festas de S. Sebastião. A banda aceitou e o bispo excomungou-a. Os seus membros ficaram proibidos de receber sacramentos e de ser padrinhos até serem absolvidos. A excomunhão desta banda foi levantada em Setembro do mesmo ano de 1924, em face dum apelo, com ameaças e protestos, da respectiva direcção. 

Felizmente, guerras político-religiosas como esta pertencem ao passado. Podem ser recordadas quase sem emoção, como se tivessem acontecidos em tempos e locais muito afastados. 

Bibliografia consultada: A PRIMEIRA REPÚBLICA EM ABRANTES, de José Martinho Gaspar, Edição Palha de Abrantes, Abrantes

publicado por João Manuel Maia Alves às 21:06
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