Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2005

Versos de Maria Neffe

-- O Dia da Nossa Mãe --

O dia da nossa Mãe
Não o podemos esquecer
E vamos festejá-lo com alegria
Com muito amor e prazer

É um dia muito feliz
Para aqueles que têm Mãe
Porque amor como o dela
Não o temos de mais ninguém.

Minha mãe partiu para a Eternidade
E nunca mais vai voltar
E nesse dia a minha saudade
O seu retrato vai emoldurar.

O amor da nossa Mãe
É o mais belo que a nossa vida tem
E hoje vamos festejá-lo
Porque é o dia da nossa Mãe.

-- Dia da Mãe –

Gostava de ser uma estrela e estar
No Céu a brilhar e no dia da nossa Mãe
Com muita luz a iluminar.

Ó minha Mãe, minha Mãe
Ó minha mãe tão queridinha
Nos teus braços me embalaste
Quando eu era pequenina.

Cantavas uma canção
que nunca pude esquecer
Eu fechava os meus olhinhos
e acabava por adormecer.

A minha mãe já partiu
Rosas para o Céu eu vou enviar
Minhas lágrimas serão pérolas
que as irão ornamentar.

E nesse dia tão querido
Que todos se lembrem bem
de o festejarem com alegria
porque é o Dia da nossa Mãe.
publicado por João Manuel Maia Alves às 11:53
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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2005

Símbolos de Mouriscas

JUNTA DE FREGUESIA DE MOURISCAS

Edital

Brasão, bandeira e selo

Manuel Eugénia Lopes Grilo, presidente da Junta de Freguesia de
Mouriscas, Município de Abrantes:

Toma pública a ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo da
freguesia de Mouriscas, do Município de Abrantes, tendo em conta o
parecer emitido em 20 de Outubro de 2004, pela Comissão Heráldica
da Associação dos Arqueólogos Portugueses, e que. foi estabelecido nos
termos da alínea q), do n.° 2 do artigo 17.° do Decreto-Lei n.° 169/99,
de 18 de Setembro, sob proposta desta Junta de Freguesia, em
sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Mouriscas de 18 de
Dezembro de 2004:

Brasão — escudo de ouro, dois ramos de oliveira de verde,
frutados de negro, com os pés passados em aspa, acompa-
nhados em chefe por capacho circular de vermelho, realçado
de prata e nos flancos por duas telhas de vermelho; campa-
nha diminuta ondada de azul e prata de três tiras. Coroa mural
de prata de três torres. Listei branco, com a legenda a negro
—«MOURISCAS».

Bandeira — vermelha. Cordão e borlas de ouro e vermelho. Haste.
e lança de ouro.

Selo — nos termos da Lei, com a legenda: «Junta de Freguesia
de Mouriscas—Abrantes».

23 de Dezembro de 2004. — O Presidente da Junta, Manuel
Eugénia Lopes Grilo.


Este edital foi publicado no Diário da República , III Série, de 12 de Janeiro de 2005
publicado por João Manuel Maia Alves às 09:14
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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2005

Visita das velhas glórias do Benfica

Há cinquenta anos visitou Mouriscas a equipa do Sport Lisboa e Saudade, constituída de velhas glórias do Sport Lisboa e Benfica.

Imaginem o entusiasmo que esta visita despertou entre os muitos mourisquenses amantes do desporto-rei. Ver em carne e osso figuras lendárias de que conheciam as proezas através dos relatos de futebol ou da leitura de jornais era algo de quase inacreditável. Note-se que nessa altura ainda não havia televisão; aliás, nem sequer havia energia eléctrica em Mouriscas. A maioria dos mourisquenses nunca tinha visto jogos de primeiro plano.

Para muito adolescente dessa altura as vedetas do futebol, como o Travassos, o Águas e o Matateu, eram heróis. Quanto não dariam para os ver jogar ou mesmo para os ver em pessoa? Para eles, há cinquenta anos, ver actuar jogadores que conheciam de retratos que tinham coleccionado foi como que um sonho quase irreal.

As velhas glórias almoçaram no café de Jorge Baptista Matos, que era quase em frente da igreja-matriz. Com eles almoçaram duas figuras das forças vivas de então – o Prof. Matias Raposo e o Sr. Francisco Grossinho. Lembro-me bem de ver à mesa o jogador Moreira, que tinha feito parte da primeira equipa do Benfica até há pouco tempo. Era careca e a sua figura reconhecia-se com facilidade. Tinha pertencido à linha média da selecção que em 1947 derrotou a Espanha por 4-1. Na barbearia de Afonso Filipe, no Carril, existia uma fotografia dessa selecção. Lá estava o Moreira.

As velhas glórias do Benfica jogaram contra uma selecção de Mouriscas, formada de jogadores dos Esparteiros e da Casa do Povo. O jogo realizou-se no Campo da Várzea, que já não existe e era um tanto inclinado.

Infelizmente, não sei qual foi a constituição das equipas. Procurei em vão artigos de jornal sobre este jogo; por isso, este artigo foi redigido de memória, só com aquilo de que me lembro. Sei que o Moreira jogou a avançado. Sei também que o Benfica fez deslocar a Mouriscas Francisco Albino, que era uma figura lendária que tinha deixado de jogar há muito na primeira equipa. Não sei se ele jogou.

Como era de esperar, juntaram-se muitas pessoas na Várzea. Não ficaram decepcionadas porque o jogo foi disputadíssimo. Para os jogadores de Mouriscas deve ter sido o jogo das suas vidas. As velhas glórias aplicaram-se como se estivessem ainda a disputar um jogo da primeira divisão. Quem sabe nunca esquece. O resultado reflecte o empenhamento dos intervenientes. Salvo erro, o resultado foi de 6-4 favorável aos “velhotes”, o que mostra que não deve ter havido tácticas defensivas.

Muitos anos depois, já quase no fim do século XX, as velhas glórias do Benfica visitaram de novo Mouriscas, mas isso é matéria para outro artigo.
publicado por João Manuel Maia Alves às 09:42
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2005

Pavoroso incêndio contado em verso

O GRANDE INCÊNDIO EM MOURISCAS

28, 29 e 30 de Junho de 1991



Em 28 de Junho
triste caso aconteceu,
tantas coisas de valor
que em Mouriscas ardeu.


Naquela tarde tão triste
ouviu-se gritos e ais,
era o fogo em direcção
direíto aos Engrenais.


Eu no alto da Barragem
eu vi ninguém me contou,
este incêndio começar
e a direcção que tomou.


Direito à Senhora dos Matos
tanta floresta queimou,
passou bem junto á capela
mas foi Deus quem a salvou.


Se não fosse os meios aéreos
ai de nós o que seria,
se ardeu muito, mas muito
muito mais então ardia.


Foi a primeira vez que vi
os meios aéreos a trabalhar,
foram encher à Barragem
para muitas casas salvar,


Neste enorme incêndio
um desespero afinal,
ainda houve pessoas
que foram ao Hospital.


E no Concelho de Mação
outro incêndio começou,
foi no dia 29
a Ponte da Cré passou.


E lá a no alto da Lomba
já tanta gente a chorar,
era um enorme incêndio
que se estava aproximar.

10º
Chegou lá à meia noite
e tudo queria queimar,
lá foi direito aos Cabrais
tanta gentinha a gritar.

11º
Faltou a luz é verdade
naquela noite de Verão,
tanta pessoa aflita,
só se via o clarão.

12º
O fogo ao passar em Lercas
tanta floresta queimou,
tanto fumo e tanto lume
a festa em Lercas estragou.

13º
E também em Entre Serras
aquele grande clarão,
tanta pessoa aflita
fez doer o coração

14º
Aquele grande clarão
e tanto lume no ar,
dava quase a sensação
que o mundo ia acabar.

15º
Houve animais que morreram
ninguém lhe pôde valer,
tão aflitos coitados
acabaram-por arder.

16º
Esta tão grande tristeza
entriteceu todos nós,
o fogo depois seguiu
para a Cabeça das Mós.

17º
E direito aos Valhascos
nunca mais queria parar,
pois era a força do vento
sempre, mas sempre a soprar.

18º
No dia 30 de Junho
o vento lá o voltou,
novamente até Mouriscas
e tanto que ele queimou.

19º
Chegou ao Casal da Neta
ali é que foi arder,
tanta criança com medo
e tanta gente a sofrer.

20º
Foi um enorme incêndio
foram 3 dias de horror,
tanto fumo e tanta chama
naqueles dias de calor.

21º
Também homens de Mouriscas
merecem grandes louvores,
meteram de noite e dia,
ao serviço os seus tractores.

22º
Este tão grande incêndio
tanto que ele queimou,
começou á Sexta Feira
só ao Domingo acabou.

23º
Os Bombeiros no começo
que grande desembaraço,
mas passado já 3 dias
já sentiam o cansaço...

24º
Os Bombeiros fazem sempre
aquilo que são capaz,
o meu maior obrigado
aqueles soldados da paz.

25º
A todos os que ajudaram
para este incêndio se apagar,
Deus lhe dê a recompensa
não sou eu, que a posso só dar.

26º
À Radio Antena Livre
o meu maior obrigado,
por todo o vosso trabalho
de nos terem informado.

27º
Lamento quando alguém pensa
em queimar uma riqueza
ninguém devia estragar
o que é da natureza.

28º
O fogo é tão traidor
não deve haver coisa igual,
já queimou grandes riquezas
neste nosso PORTUGAL.



Estes versos foram escritos por José Milheiro, a quem se agradece a autorização da publicação. Noutro artigo damos algumas notas biográficas do autor.
publicado por João Manuel Maia Alves às 09:25
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José Milheiro

Neste artigo damos algumas notas biográficas de José Milheiro, o poeta de quem noutro artigo publicámos versos descrevendo os pavorosos incêndios que em 1991 devastaram vastas áreas em Mouriscas.


José Milheiro nasceu em 1950 em Penhascoso, freguesia vizinha de Mouriscas pertencente ao concelho de Mação. Residiu durante muitos anos em Mouriscas. Trabalha nos Serviços Municipalizados, em Abrantes, cidade onde vive actualmente.
.
Fez o 6º ano de escolaridade no curso nocturno. Gostava de fazer quadras durante os anos da escola primária e do serviço militar. Toca acordeão e, quando jovem, cantava à desgarrada em bailes e festas. Presentemente, gosta de escrever sobre a Natureza e as tradições populares.

Descendente de uma família de oleiros, gosta de praticar a arte dos seus antepassados e de participar em feiras de artesanato.

Alguns versos de José Milheiro constam do livro “Poetas populares do Concelho de Abrantes, editado pela Câmara Munical de Abrantes. Uma pequena biografia de José Milheiro consta desse livro, a qual serviu de base à a redacção deste artigo.
publicado por João Manuel Maia Alves às 09:22
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2005

Joaquim António de Matos

Joaquim António de Matos, de quem publicámos no artigo anterior os versos com o título "A Saúde", nasceu em 1932, no lugar da Murteira da freguesia de Mouriscas. Fez o examerne do 2º grau - ou da 4ª classe, como também se dizia - aos 11 anos de idade.

O falecido jornalista desportivo e escritor Carlos Pinhão costumava dizer que na escola primária que frequentou havia alunos bons em contas e alunos bons em redacções. Joaquim António de Matos era da segunda categoria, pois no livro que escreveu - "Espaço de Memória" - diz-se que "foi bom aluno apenas em redacção, ditado e desenho".

Na época em que Joaquim António de Matos terminou a escola primária, as crianças mal faziam a 4ª classe começavam logo a trabalhar, em geral de sol a sol nas duras tarefas do campo. Para fugir aos árduos trabalhos da agricultura Joaquim António de Matos aprendeu o ofício de barbeiro aos doze anos de idade e estabeleceu-se por conta própria aos catorze.

Joaquim António de Matos desempenha há décadas a sua profissão no lugar das Ferrarias, sendo um dos dois barbeiros ainda em actividade em Mouriscas.

Principiou muito cedo a escrever poesia, mas foi a partir de 1995 que começou a dedicar-lhe mais séria atenção. Teve trabalhos publicados no Jornal de Abrantes e em algumas revistas. Foi igualmente merecedor de atenção dalgumas rádios locais. Está representado nalgumas antologias de poesia popular, das quais há a salientar uma de poetas populares de Abrantes

Em 2002 Joaquim António de Matos publicou o livro “Espaço de Memória”, dedicado a seu filho, Paulo Jorge Baço de Matos, que ficou paraplégico ao praticar parapente, o seu desporto favorito. No livro tratam-se temas muito diversos, uns mais positivos que outros, constituindo um retrato do que constitui a vida no seu dia a dia com os seus altos e baixos.

Terminamos este artigo com mais um poema de Joaquim António de Matos, a quem agradecemos a autorização da publicação.

A magia dum sonho

Andei à tua procura,
Mas não te encontrei;
Só te vi pelas costas,
No sonho que sei.

Numa corrida distante,
Me cansei na areia...
Eu era teu amante,
Tu eras uma sereia.

Na praia junto ao mar,
Te ias afastando...
Eu estaria a sonhar,
Sem te poder alcançar,
Para trás ias ficando.

Até que por fim, fiquei,
Parado e sem te ver.
Mas quando acordei,
Tão desiludido fiquei,
Com o coração a bater...
publicado por João Manuel Maia Alves às 09:16
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