Quinta-feira, 26 de Agosto de 2004

O apelido Esparteiro

O apelido Esparteiro faz parte do nome de muitos mourisquenses e descendentes de mourisquenses. Qual a sua origem?

Tudo começou com Manoel Marques. Ainda no século XIX este mourisquense dedicou-se ao fabrico de seiras e capachos para lagares de azeite, arte que teria aprendido na vizinha freguesia de Valhascos.

Pessoas que fabricam artigos de esparto, como é o caso das seiras e capachos, são chamadas esparteiros. Por isso, Manoel Marques passou a ser conhecido e tratado por “Mestre Esparteiro”. Ele passou a usar o nome Manoel Marques Esparteiro. Nos registos de nascimento de alguns netos é esse o nome por que é referido.

Manoel Marques era filho de João Marques e de Maria Lourença. Casou com Felícia da Conceição, filha de Manoel Marques e de Ana da Conceição.

Manoel Marques e Felícia da Conceção viveram no Casal Pita e tiveram oito filhos, com os nomes e datas de nascimento seguintes: Luiz (1868), Manoel (1870), João (1871), Francisca (1873), Joana (1876), José (1878), Joaquim (1881) e Maria (1889). Já encontrámos o filho Luiz no artigo “Gente ilustre”.

Seguindo o exemplo de Manoel Marques, muitas outras pessoas em Mouriscas criaram espartarias ou seja oficinas de fabrico de seiras e capachos. Mouriscas tornou-se uma terra de esparteiros. Não admira, por isso, que tenham surgido em Mouriscas o “Grupo Desportivo e Recreativo ‘Os Esparteiros’” e o “Grupo Etnográfico ‘Os Esparteiros’”. Aqui temos bons temas para próximos artigos.

O apelido Esparteiro chegou longe em Portugal e no mundo.

Alguns descendentes de Manoel Marques, como o seu filho José Esparteiro Júnior e o seu neto Miguel Marques Esparteiro, também se dedicaram ao fabrico de seiras. Tiveram clientes em todo o país, aonde levaram o apelido Esparteiro; também levaram o nome de Mouriscas.

Entre os descendentes de Manoel Marques encontram-se pessoas ligadas à Marinha, ao Exército, à Medicina, à Engenharia, à actividade bancária. Graças a eles o apelido Esparteiro chegou a altos postos das forças armadas, à Escola Naval, ao Instituto Naval Superior de Guerra, à Sociedade de Geografia, ao Museu da Marinha, à Universidade de Coimbra, à Embaixada de Portugal nos Estados Unidos, a escolas navais inglesas, à Caixa Geral de Depósitos e a outros lugares de prestígio.

O apelido Esparteiro chegou a Macau onde foi dada a uma avenida a designação de Almirante Joaquim Marques Esparteiro, nome dum governador do território que era neto de Manoel Marques. Ainda no território de Macau, mais concretamente na ilha da Taipa, existe o Jardim-Miradouro Drª Laurinda Marques Esparteiro. Inaugurado em 1955, este jardim muito procurado para fotografias turísticas e de casamento, homenageia a Drª Laurinda dos Santos Calvinho Marques Esparteiro, que acompanhou o seu marido, o Almirante Esparteiro, na sua passagem por Macau.

O apelido Esparteiro chegou bem longe. Chegou a Macau, à Índia, a Angola, a Moçambique, a Cabo Verde, ao Brasil, a Hong Kong e a outros sítios mais.

O apelido Esparteiro é nome de autores de obras de Marinharia (incluindo dicionários, um deles recentemente reeditado), de Química, de História e de Matemática graças a descendentes de Manoel Marques. É também nome de descendentes de Manoel Marques mencionados na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.

O apelido Esparteiro é hoje familiar a milhões de pessoas graças ao actor Luís Esparteiro, descendente em quarto grau de Manoel Marques.

Não imaginava Manoel Marques as consequências de se dedicar à espartaria! O apelido Esparteiro a que deu origem iria projectar-se em Portugal e no mundo.

Manoel Marques - um mourisquense que merece ser conhecido e recordado!



Na redacção deste artigo socorremo-nos de:

- Dados dos arquivos paroquiais de Mouriscas disponibilizados em ficheiro informático por Augusto Maia Alves

-Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira

-Informações de Arlindo Marques Esparteiro, bisneto de Manoel Marques, a quem manifestamos o nosso agradecimento

-Informações dadas num programa de rádio dedicado a Mouriscas difundido há
muitos anos

- Páginas da Internet com os endereços seguintes:

http://www.iacm.gov.mo/taipa/ilhas_p/j_laurinda_p.html

http://www.cityguide.gov.mo/tg/garden/
g_detailp.asp?lc=0&lkey=02012000000000000000

http://www.marinha.pt/Marinha/PT/
Menu/DescobrirMarinha/Actividade/
AreaCultural/academia/edicoes/
academia_edicoes_dicionarios_marinha.htm

http://www.google.pt/search?q=cache:EqK0ry6mvqcJ:
www.terravista.pt/Mussulo/2386/
biblio.htm+esparteiro&hl=pt-PT
publicado por João Manuel Maia Alves às 08:33
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Quinta-feira, 19 de Agosto de 2004

Gente ilustre

(Revisto em Julho de 2006)


Neste artigo damos breves notas biográficas de Luiz Marques Esparteiro e de sua mulher, Engrácia Lopes, e de seus filhos, que formaram uma notável galeria de personalidades, das quais já conhecemos o Comandante António Marques Esparteiro, autor de dicionários.

Todos os nomes deste artigo estão escritos como consta nos arquivos paroquiais de Mouriscas.

Luiz Marques Esparteiro nasceu em 1868 no Casal Pita. Residiu e foi comerciante nos Engarnais Cimeiros, perto do sítio onde actualmente existe um restaurante. Era filho de Manoel Marques e de Felícia da Conceição. Casou com Engrácia Lopes, nascida em 1867, nos Engarnais Cimeiros, filha de Manoel Lopes e de Joaquina Lopes.

Seguem-se breves notas de cada um dos oito filhos, referidos por ordem alfabética.

ANTÓNIO MARQUES ESPARTEIRO - Nasceu em 1898. Foi colaborador da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, que deve ser consultada para se ter uma ideia da sua brilhante carreira de oficial de Marinha, onde atingiu o posto de capitão-de-mar-e-guerra. Publicou várias obras da sua especialidade, incluindo os dicionários de que já falámos. Foi também um brilhante escritor e historiador. Desempenhou funções na Embaixada de Portugal em Washington. Recebeu várias condecorações.

EDUARDO MARQUES ESPARTEIRO - Nasceu em 1896. Foi um médico muito conhecido em Luanda. Também exerceu medicina noutros pontos do antigo império colonial português.

EXALTINA MARQUES ESPARTEIRO - Nasceu em 1905. Funcionária superior dos correios.

JACINTHA MARQUES ESPARTEIRO - Nasceu em 1902. Funcionária superior dos correios. Faleceu com mais de 100 anos.

JESOVINA MARQUES ESPARTEIRO - Nasceu em 1891. Professora primária. Muito conhecida em Mouriscas, onde viveu largos anos

JOAQUIM MARQUES ESPARTEIRO - Nasceu em 1895. Colaborou com a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, que deve ser consultada para se ter uma ideia da sua brilhante carreira de oficial de Marinha, onde atingiu o posto de contra-almirante. Concluiu também uma licenciatura em Ciências Matemáticas. O almirante Joaquim Marques Esparteiro (os contra-almirantes recebem, em geral, o tratamento de almirante) foi governador de Macau de 1951 a 1957. Antes e depois de ter exercido funções em Macau foi director do Instituto Naval Superior de Guerra. Foi professor da Escola Naval. Foi Chefe do Estado-Maior Naval da Armada. Publicou várias obras. Recebeu várias condecorações. O actor Luís Esparteiro é neto do almirante Esparteiro.

MANOEL MARQUES ESPARTEIRO - Nasceu 1893. Ensinou em liceus de Coimbra e na universidade da mesma cidade, onde chegou a professor catedrático de Matemática. Durante muitos anos um autêntico terror de estudantes na Universidade de Coimbra. Conhecido por muitos em Mouriscas como o lente Esparteiro. Visitava com frequência Mouriscas. Muito conhecido como caçador e pelo seu conhecimento de dietas, assunto a que se dedicou desde novo.

VITORINO MARQUES ESPARTEIRO - Nasceu em 1900. Engenheiro e oficial do exército. Exerceu funções de comando em diversas unidades. Esteve ligado à fundação e gestão duma empresa de entrega de pequenos volumes porta a porta que se chamava Morel e já não existe. Esta empresa tinha um slogan que, com facilidade, ficava no ouvido:  Não vá, mande a Morel


 

Na redacção deste artigos socorremo-nos de:

- Dados dos arquivos paroquiais de Mouriscas disponibilizados em ficheiro informático por Augusto Maia Alves; agradece-se a ajuda proporcionada por este ficheiro

-Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira

-Informações de Arlindo Marques Esparteiro, parente dos biografados, a quem manifestamos o nosso agradecimento.

publicado por João Manuel Maia Alves às 18:27
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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2004

António Marques Esparteiro, dicionarista mourisquense

De muita coisa se pode gabar Mouriscas, até de ter visto nascer um autor de dicionários. O dicionarista foi o Comandante António Marques Esparteiro, nascido em 1898, nos Engarnais Cimeiros, em Mouriscas, e falecido em 1976. Os seus dicionários constam de termos de Marinharia.

Neste artigo falaremos um pouco dos dicionários. Um outro será reservado a notas biográficas do Comandante António Marques Esparteiro e de sua ilustre família.

 

Ant_m_esparteiro.JPG António Marques Esparteiro

 
No já longínquo ano de 1936, o então Primeiro-Tenente António Marques Esparteiro publicou o “Dicionário Ilustrado de Marinharia”. De realçar que a obra foi prefaciada pelo grande linguista que foi o Prof. Leite de Vasconcelos.

O anterior dicionário dedicado à Marinharia tinha sido editado em 1855 e intitulava-se “Novo Dicionário da Marinha de Guerra e Mercante”. Foi seu autor António Gregório de Freitas.

Em 1943 surgiu a segunda edição do dicionário do ilustre mourisquense, na altura Capitão-Tenente. Vemos aqui a capa dessa edição..

dic 1943.jpg

 Em 1962 o então Comandante Marques Esparteiro publicou um trabalho muito mais completo e atualizado que o anterior, tendo então triplicado as respetivas entradas. Foi o “Dicionário Ilustrado de Marinha”.


Entretanto os anos passaram, a obra esgotou, muita coisa se alterou e a Marinha, nos finais dos anos 90, entendeu que seria conveniente publicar uma nova edição do “Dicionário”, obrigatoriamente revista e atualizada.

A revisão e atualização foram efetuadas pelo Comandante Martins e Silva, grande autoridade no domínio da Marinharia. A nova versão do dicionário, com 594 páginas, surgiu em finais de 2001. Vemos aqui a capa.

dicionario ant marq espart.jpg

 Em conjunto com o editor – - a Clássica Editora - foi acordado que se alteraria apenas o que manifestamente tivesse de ser atualizado e seriam corrigidas as inevitáveis “gralhas” que tivessem escapado à revisão.


Foram feitas 562 correções e 803 atualizações, o que não é excessivo pois significa que apenas 8% do total das entradas do “Dicionário” sofreu alterações, facto que atesta bem o mérito da obra do Comandante Esparteiro.

António Marques Esparteiro foi também autor de outros dois dicionários: o “Dicionário de Marinha Português - Inglês” e o “Dictionary of Naval Terms English – Portuguese. Ambas as obras foram editadas nos meados dos anos 70 pelo Centro de Estudos de Marinha. O primeiro destes dicionários tem 285 páginas e o segundo 345.

dic.jpg

 O comandante Esparteiro foi casado com uma inglesa, facto muito comentado noutros tempos pelos mourisquenses, que não a entendiam e que, com certeza, estranhariam o seu aspeto numa terra de rústicos rostos morenos. Até que ponto este casamento terá contribuído para a existência e para a redação destas duas últimas obras? 


Na redação deste artigo socorremo-nos da Revista da Armada de Janeiro de 2002 e de informação encontrada na Internet.

publicado por João Manuel Maia Alves às 08:22
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Domingo, 15 de Agosto de 2004

Interessante estatística

Entre 27 de Dezembro de 1859 e 29 de Outubro de 1911 foram baptizadas 3910 pessoas na paróquia de S. Sebastião, freguesia de Mouriscas, concelho de Abrantes. Eram 1933 (49,44 %) do sexo feminino e 1977 (50,56 %) do sexo feminino.

Às 3910 pessoas foram postos 379 nomes diferentes. Os quinze nomes mais utilizados (60,7 % do total) foram Maria (523), Manoel (266), António (223), José (214), Francisco (213), João (179), Joaquim (128), Luiz (118), Luiza (96), Rosária (93), Joaquina (88), Jacintha (73), Augusto (56), Ludovina (56) e Francisca (46).

Foram utilizados 54 nomes duas vezes e 172 nomes só foram utilizados uma vez.

Nomes usados invulgares: Airoso, Amador, Amanta, Andreia, Andreza, Artemiza, Caitana, Carina, Celina, Deolindo, Emerencia, Epiphanio, Evarinda, Fausto, Fiel, Firme, Florencia, Florencio, Generosa, Germano, Honorato, Humbelina, Jacob, Jesus, Lasaro, Leão, Leonisa, Leontina, Marceliano, Marcelina, Michelina, Militina, Petronilha, Philoromo, Primitivo, Primo, Pulqueria, Secundino, Soledade, Teophilo, Teotonia, Tobias, Ulisses, Umbelina, Urraca, Ursula e Valencio.

As referidas pessoas nasceram em 71 casais.

Foram baptizadas nas Mouriscas uma pessoa natural de cada um dos seguintes locais: Torre das Vargens, Faxeiros, Ribeiro Davide e freguesia do concelho do Cartaxo. Foi baptizada uma exposta.

Os treze casais onde nasceram mais pessoas (60 % do total) foram: Ferrarias (308), Engarnaes Cimeiros (246), Casal da Egreja (244), Camarrão (205), Pinheiro (196), Entre Serras (176), Carreira (153), Vimieiro (145), Lercas (137), Engarnaes Fundeiros (132), Casas Novas (123), Casal dos Castanhos (122) e Outeiro Fundeiro (118).

Os treze casais onde nasceram menos pessoas foram: Ponte (4), Vale da Fontinha (4), Anselmo (4), Apeadeiro (3), Outeiro do Cepo (3), Bexiga (2), Rio Frio (2), Telheiros (2), Casal da Foz (1), Casal da Milha (1) e Escorrega (1).



Este artigo foi escrito por Augusto Maia Alves

No texto a palavra “exposta” significa enjeitada, abandonada pelos pais
publicado por João Manuel Maia Alves às 10:08
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Sábado, 14 de Agosto de 2004

Os 100 anos da "Tia Joana da Azenha"

O passado dia 4 de Agosto de 2004 foi um dia memorável para Mouriscas e suas gentes. A partir desta data, a população da freguesia passou a contar com mais um geronte que atingiu a bonita idade de 100 anos.

Desta vez a honra coube a Joana Dias, mais conhecida por Joana da Azenha e, popularmente, tratada por todos, por “Tia Joana”.

Esta ilustre Senhora nasceu no dia 4 de Agosto de 1904, em Mouriscas, no casal de Camarrão, sendo a filha mais nova de uma modesta família, então, constituída pelo pai José Maria Mestre(08.10.1867-16.07.1949), carpinteiro de profissão e, depois, moleiro, pela sua mãe Joana Dias, conhecida por Ti Joanita (02.01.1868-29.05.1959), doméstica e moleira, e pelos irmãos David Lopes Mestre(13.06.1897-2.03-1988), carpinteiro, moleiro e agricultor e Joaquina Dias(20.03.1899-07.03.1993), doméstica.

Enquanto solteira ajudou a construir o moinho de água de seus pais, sito na Ribeira Fria, no lugar da Cova de Madeiro, local onde passou a viver a família, e, depois, passou a “andar ou ir à freguesia”ou “andar aos foles”: deslocação a casa dos fregueses buscar o cereal para moer e levar, passados 3 ou 4 dias a respectiva farinha, produtos transportados em muares ou asininos.

Casou com o mourisquense Joaquim Grilo Cadete(24.08.1912-05.02.1975), em 06.09.1932, pedreiro e mestre de obras, passando o casal a viver no casal do Surdo, perto dos pais do noivo, mudando-se, anos mais tarde, para o lugar dos Penedos, onde a “Tia Joana” viveu, mesmo depois de viúva, até há poucos anos, quando se entregou aos sobrinhos. Recorda com saudade que no dia do seu casamento foi transportada numa égua. Acompanhando o marido, viveu algumas temporadas fora de Mouriscas. Não teve filhos.

Com excelente memória e lucidez, fazendo inveja aos mais novos, fala dos seus avós paternos Manuel Lopes Mestre e Francisca Lopes e maternos Francisco Serrano(Palhinhas) e Rosária Dias e dos seus tios de ambos os lados, nomeando-os, sem dificuldade. O mesmo acontece, em relação aos sobrinhos directos, num total de 31, e afins e seus descendentes: sobrinhos-netos, sobrinhos-bisnetos e sobrinhos-trisnetos. O mais velho dos familiares directos, todos ainda no mundo dos vivos, o José tem 78 anos e o mais novo, a Inês, 4.

Para comemorar tão grande acontecimento, familiares e amigos organizaram-se e presentearam a “Tia Joana” com Missa e uma festa-convívio.

Às 17H30 , na Igreja Matriz de Mouriscas, assistiu-se, com o templo bem preenchido, à Missa celebrada, pelo pároco da freguesia, padre mourisquense Francisco Valente. Com muito carinho e amor, o oficiante, depois de felicitar a aniversariante e de lhe desejar mais alguns anos de vida com saúde e alegria, convidou a assistência a cantar, em uníssono, os Parabéns. Foi um momento alto de emoção e de comoção, que perdurará para sempre na memória dos presentes.

Após o acto litúrgico, teve lugar, no renascido casal de Murteira, na residência de um familiar, a festa de anos. E como não há festa sem comida e bebida, mais de uma centena de pessoas partilhou com a “Tia Joana”um lauto e saboroso lanche-jantar, cozinhado por mão hábil, à maneira da terra, bem regado por vinho caseiro, de produção local, onde não faltaram o arroz doce e as tigeladas, doces tradicionais tão do agrado dos mourisquenses. Por motivos de trabalho, muitos familiares e amigos não puderam estar presentes. Contudo, manifestaram o seu contentamento por tão assinalado dia.

Terminada a comezaina, que a todos agradou, acenderam-se as velas do enorme bolo de aniversário, cantaram-se os Parabéns à “Tia Joana”, e, de seguida, comeu-se bolo e fez um brinde com champanhe.

Este convívio, partilhado por familiares e amigos, em que participaram 5 gerações, serviu para mostrar à “Tia Joana”, o carinho e o amor que todos estes seus “Sobrinhos” presentes têm pela sua “Tia”, que sentiu, emocionada, quanto os mais novos gostam de si.

Assim vale a pena viver 100 anos de vida, com saúde, paz de espírito e vigor, é privilégio apenas dos mais afortunados.

PARABÉNS À TIA JOANA. Que Deus lhe continue a dar saúde, vontade e alegria para viver. São os votos de todos os seus “Sobrinhos”.



Escreveu este texto o sobrinho Carlos Bento, em 13.08.2004.
publicado por João Manuel Maia Alves às 10:09
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Jorge Palma

Nos anos 40, 50, 60 e 70 do século passado muitos jovens de fora de Mouriscas estudaram no Colégio Infante de Sagres. Muitos vieram de longe - de Elvas, de Coruche, de Lisboa e de outras terras.

Alguns ainda tiveram de estudar à luz do petróleo, já que a iluminação eléctrica chegou no fim dos anos 50.

Dos que vieram estudar em Mouriscas, um dos que certamente adquiriu maior notoriedade foi o conhecido cantor Jorge Palma. Na sua biografia, que se pode encontrar em http://jorgepalma.pt/biografia.html, o cantor conta que estudou em Mouriscas, como se pode ver pelo seguinte extracto.

"Jorge Manuel d’'Abreu Palma nasceu em Lisboa, a 4 de Junho de 1950, e com apenas seis anos, ao mesmo tempo que aprendia a ler e a escrever, iniciou os seus estudos de piano, realizando, com apenas oito anos, a sua primeira audição no Conservatório Nacional, numa altura em que era aluno de Maria Fernanda Chichorro.

Em 1963, venceu o segundo prémio e uma menção honrosa num Concurso Internacional das Juventudes Musicais, realizado em Palma de Maiorca, ao mesmo tempo que prosseguia os seus estudos normais, primeiro no Liceu Camões, depois num Colégio Interno, em Mouriscas, perto de Abrantes."

Alguns colegas desse tempo de Jorge Palma ainda recordam os seus dotes musicais.

publicado por João Manuel Maia Alves às 10:05
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Blogue dedicado a Mouriscas

No vasto espaço da blogolândia existe hoje “Mouriscas – Terra e Gentes”

Este blogue destina-se a registar dados sobre Mouriscas – notícias de todo o género, dados históricos, figuras ilustres, personagens populares, histórias tradicionais, etc., etc.

Tentar-se-á que os artigos sejam informativos e interessantes.

As pessoas interessadas em ver os seus artigos publicados podem fazê-lo de duas maneiras:

-1) Enviando os textos para o endereço j.maia.alves@clix.pt.
-2) Colocando directamente os artigos; nesse caso devem contactar o mesmo endereço para saber como obter os necessários códigos.

Visite este blogue regularmente para saber coisas sobre Mouriscas. Recomende-o aos seus amigos e conhecidos. Está aberto todos os dias do ano, quer chova quer faça sol, vinte e quarto horas por dia.

Obrigado pela sua visita e volte sempre!
publicado por João Manuel Maia Alves às 10:03
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