Segunda-feira, 25 de Julho de 2005

Simão Pita

Este blogue tem o enorme prazer de publicar algumas notas biográficas do apreciado artista mourisquense Simão Pita, a quem agradecemos os dados fornecidos ao mesmo tempo que lhe desejamos muitos êxitos futuros.

De seu nome completo Simão Manuel Lopes Pita, o nosso biografado nasceu em Mouriscas, em 1965, no lugar da Bogalhinha.

Fez os estudos primários e secundários em Mouriscas até ao 9º ano e depois em Abrantes, após o que rumou a Lisboa para frequentar o Instituto Superior de Agronomia, onde, em 1989, concluiu o curso de engenheiro agrónomo.

Desenvolve a sua actividade profissional na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, onde é professor desde 1992. Como é sabido, este estabelecimento de ensino, apesar do seu nome, funciona em Mouriscas.

A sua faceta de artista teve início durante as férias, no Verão de 1999, com a frequência de um curso de ocupação de tempos livres promovido pela Escola de Artes Plásticas da “Palha de Abrantes”, o qual era orientado pelo pintor italiano Massimo Esposito. A partir dessa data, tem frequentado regularmente as aulas de pintura da referida escola, em horário pós-laboral (duas horas por semana), tendo como mestres os pintores Massimo Esposito e Susana Rosa.

As razões que o levaram a enveredar pelo mundo da criação artística prendem-se, em primeiro lugar, com o facto de, desde sempre, se interessar muito pelas artes plásticas, manifestando-se este interesse pela visita aos principais museus europeus, onde, segundo nos diz, “é possível atingir a felicidade suprema pela contemplação de várias obras-primas” e também pela aquisição e desfrute duma numerosa colecção de livros da especialidade. Por outro lado, se acrescentarmos o facto de “ter jeito para o desenho” e a necessidade de encontrar um “escape” para o stresse resultante da actividade profissional, identificamos as razões fundamentais do seu percurso artístico.

A temática da sua obra é variada, no entanto, a paisagem – rural, urbana e marítima - é dominante. A força, a plasticidade, a cor e a beleza da árvore exercem nele um fascínio sem igual, em particular, a oliveira, que continua insistentemente a representar em várias estilizações. Começam a ser bastante conhecidos os “seus” troncos centenários, onde já é possível identificar um estilo próprio.

As técnicas utilizadas são, fundamentalmente, o óleo – com espátula (sobretudo) e pincel – e a aguarela. Gosta de explorar outras técnicas e incorporar novos materiais na sua obra, procurando constantemente a actualização e a inovação.

Até ao momento, realizou uma exposição individual, em Abrantes e diversas colectivas, nomeadamente em Abrantes, Mação, Constância, Portimão, Mourão, Mouriscas, Barquinha, Santa Margarida.

Relativamente a prémios obtidos, tem o terceiro lugar – com a aguarela: “Castelo de Abrantes”, no concurso “Regiarte” 2004, realizado pelo Regimento de Infantaria N.º 2 de Abrantes e tem o primeiro lugar – com a técnica mista (aguarela e pastel de óleo): “O 25 de Abril”, no concurso de pintura e fotografia, integrado nas Comemorações do 25 de Abril de 2005, da Junta de Freguesia de Mouriscas.

Vários dos seus trabalhos fazem parte de colecções particulares.
publicado por João Manuel Maia Alves às 16:46
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