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janeiro 27, 2010 |
Festa de S. Sebastião - memórias
Artigo escrito de harmonia com o Acordo Ortográfico
Imagem de fontanário em Mouriscas>
(Foto de Fernando Bento)
Vamos falar um pouco das festas de S. Sebastião, padroeiro de Mouriscas, por volta dos meados do século passado.
Nesses tempos as festas realizavam-se em dois dias de janeiro: 20, dia do padroeiro, e 21. O dia 20 era dia santo em Mouriscas. O dia 21 era o dia da Irmandade do Santíssimo Sacramento. Muita gente o guardava também. Era, na prática, o segundo dia da festa de S. Sebastião.
No aspeto religioso padres de fora participavam das missas, celebradas com toda a solenidade, como era costume na época. Havia sermões pregados do púlpito, por vezes com grande eloquência e vigor. Na época a oratória sagrada era muito apreciada e tinha muitos cultores. O púlpito é um lugar elevado donde o padre fala aos fiéis. Na antiga igreja, demolida a caminho de 1960, o púlpito ficava à esquerda de quem entrava pela porta principal, encostado a uma parede lateral, mais ou menos a meio do comprimento do templo. Não havendo instalação sonora, os padres precisavam duma voz forte e bem colocada. O púlpito contribuía para que os sermões fossem mais bem ouvidos por maior número de pessoas, além de lhes dar solenidade e elevação.
Havia nessa antiga igreja vários altares. Atrás e acima do altar-mor estava a imagem de S. Sebastião, substituída nos meses de maio e junho pela imagem de N. Sra. de Fátima e pela do Sagrado Coração de Jesus, respetivamente.
Costumava-se dizer que S. Sebastião gostava de ser molhado, isto é, quando saía na procissão da sua festa, habitualmente chovia. Havia um outro dito relacionado com S. Sebastião. Quando alguém dizia alguma coisa impossível ou difícil de acreditar, poderia ouvir-se um comentário do género “ isso até S. Sebastião caía do altar abaixo e partia o nariz”. A frase não primava pela elegância e chocaria pessoas fora do meio rural que era Mouriscas. Não tinha, no entanto, qualquer intensão ofensiva ou desrespeitosa.
Antes do primeiro dia da festa, eram construídas uma quermesse no adro da igreja e outras estruturas necessárias. Uma comissão das festas se encarregava destas e doutras atividades. Os membros da comissão chamavam-se festeiros. Durante vários anos foi presidente da comissão Eduardo Martins, conhecido por “Mestre Eduardo”. Também António Gonçalves Pedro foi vários anos presidente da comissão. Uma das funções dos festeiros era distribuir pequenos sacos de pano. Estas sacos eram devolvidos cheios de feijão e cereais, que depois eram vendidos, constituindo o dinheiro obtido receitas das festas.
Uma banda de música abrilhantava as festas. Era, em geral, a banda do Sardoal ou a do Mação. Participava na procissão e tocava peças do seu reportório. Bandas mais ligeiras animaram as festas, tocando durante o arraial à noite num coreto construído de propósito. A uma destas bandas ligeiras, formadas por um número reduzido de elementos, chamava-se na altura “jaze” ou “jazebande”. Num ano os elementos do “jaze” de Tancos sofreram um desastre relacionado com o veículo de tração animal que os transportava entre a estação de comboios e o local das festas. O transporte automóvel ainda era ainda de utilização limitada. Nesses tempos não havia energia elétrica em Mouriscas e pouca gente tinha rádios. Por isso, era muito apreciada a música que se ouvia nas festas, tanto a das bandas filarmónicas como a mais leve tocada pelos "jazes".
Em terra de pirotécnicos não podia faltar fogo de artifício em quantidade. As festas eram anunciadas por alvoradas, que se prolongavam por vários minutos. Muita gente se lembrará ainda de ver à frente da procissão um homem lançando foguetes duma braçada que outro segurava. Durante o dia e à noite continuava-se a lançar fogo. Até balões foram lançados.
Na procissão a imagem de S. Sebastião e as de outras figuras religiosas eram seguidas de fogaças (ou afogaças como era e é costume dizer-se), com oferendas de lugares da freguesia como bolos, chouriço e notas. Depois da procissão os artigos das fogaças eram leiloados, com continuação no dia seguinte. Em certos anos a chuva era tanta que os leiloeiros faziam o seu trabalho às janelas do salão paroquial anexo à igreja.
Depois das missas, à tarde e à noite, havia arraial. Havia fornecimento de vinho, tremoços, café, bolos e outras coisas para consolar o estômago.
Só à roda de 1960 chegaria a eletricidade a Mouriscas. Já antes os arraiais das festas tinham iluminação elétrica. Havia firmas que produziam através dum gerador a energia elétrica necessária e instalavam altifalantes e microfones.
Em linhas gerais eram assim as festas de S. Sebastião, um tempo de alegre convívio e festa em tempos de duro trabalho e pouca diversão.
Recuemos agora oitenta e seis anos e recordemos um acontecimento estranho relacionado com as festas de S. Sebastião e já narrado em artigo deste blogue de 7 de julho de 2006, com o título “ O padre-pensionista e a banda excomungada”.
Depois da implantação da república, o Pe. Henrique Neves, pároco de Mouriscas, aceitou uma pensão do estado, tornando-se no que veio a ser conhecido por um padre-pensionista. Tal contrariava as orientações da hierarquia católica. Foi excomungado e proibido de exercer a sua função sacerdotal. No entanto, não abandonou a igreja matriz, onde continuou a exercer as funções de que a hierarquia o tinha privado. O bispo de Portalegre nomeou um novo pároco – o Pe. Nogueira - que realizava os atos do culto na capela do Espírito Santo, nas Ferrarias. Tínhamos agora dois padres em Mouriscas. Os dois têm partidários. Famílias dividem-se. Há violência física e verbal.
No início do ano de 1924, o Pe. Henrique, padre-pensionista há uns bons anos e ainda privado das suas funções, convidou a Filarmónica de Rossio ao Sul do Tejo para tocar nas festas de S. Sebastião. A banda aceitou e o bispo de Portalegre excomungou-a. Os seus membros ficaram proibidos de receber sacramentos e de ser padrinhos até serem absolvidos. A excomunhão desta banda foi levantada em setembro do mesmo ano de 1924, em face dum apelo, com ameaças e protestos, da respetiva direção.
Algo muito sensacional tem de acontecer em Mouriscas para ser noticiado num jornal de Portalegre. Pois isso aconteceu com esta história com algumas décadas.
O administrador deste blogue agradece a Martinho Maia a sua valiosa ajuda na redação deste artigo
Palavras resultantes do Acordo Ortográfico
- janeiro, maio, junho, julho,setembro em vez de Janeiro, Maio, Junho,Julho, Setembro, porque os nomes dos meses escrevem-se com letra pequena
- aspeto, atividades, elétrica, eletricidade, atos, respetiva, repetivamente, tração, direção, redação em vez de aspecto, actividades, eléctrica, electricidade, actos, respectiva, repectivamente, tracção, direcção, redacção, porque são eliminados cês não pronunciados
Publicado por santric em 09:11 AM
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janeiro 26, 2010 |
Associação Recreativa "Os Mouriscos"
(Escrito de harmonia com o Acordo Ortográfico)
A Associação Recreativa "Os Mouriscos" acaba de comemorar o seu segundo aniversário. Tem um blogue com o endereço http://osmouriscos.blogspot.com
De acordo com o seu blogue, a associação tem como principais objetivos desenvolver o desporto e dar a conhecer Mouriscas. Dedica-se principalmente ao motociclismo, ao automobilismo, ao ciclismo em todas a suas vertentes e ao modelismo, este ainda sem atividade.
Oxalá tenha longa vida e atinja os seus propósitos.
Palavras do texto resultantes do Acordo Ortográfico
objetivos e atividade em vez de objectivos e actividade, porque são eliminados cês não pronunciados.
Publicado por santric em 09:39 AM
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janeiro 25, 2010 |
Sítio dedicado a Mouriscas
“Mouriscas – Terra Grande, Terra Nossa” é o nome duma página na Internet.
O endereço é http://motg.no.sapo.pt
Visitem e divulguem.
Publicado por santric em 01:25 PM
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Pedido
Augusto Maia Alves tem-se dedicado à investigação da descendência de António Ferreira Sant’ Anna, seu antepassado em sexto grau. São fruto dessas investigações os artigos da série “Santanas” publicados neste blogue. Resulta também dessas pesquisas o livro “Santanas com Origem de Mouriscas".
Augusto Maia Alves gostaria de actualizar este livro, pelo que agradece quaisquer dados que possam completar ou corrigir as indicações fornecidas nos artigos saídos. Quaisquer informações, que antecipadamente agradece, podem ser enviadas ao endereço amaiaalves@hotmail.com.
Publicado por santric em 01:23 PM
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Ortografia
O leitor é convidado a visitar a página http://orto.no.sapo.pt.
É mantido pelo administrador deste blogue, mas não trata de Mouriscas. Destina-se a explicar o Acordo Ortográfico em termos simples.
Pode descarregar da página um resumo muito prático do Acordo Ortográfico.
Publicado por santric em 01:21 PM
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dezembro 20, 2009 |
Francisco Dias - o Mestre
(Escrito de harmonia com o Acordo Ortográfico)
No último artigo falámos do primeiro prémio conquistado por Francisco Dias na especialidade de carpintaria de moldes no Concurso Internacional de Formação Profissional realizado em 1957, em Madri. Podemos ver na imagem Francisco Dias ladeado pelos concorrentes alemão e francês da mesma especialidade. Vemos também o galardão que então conquistou e recebeu das mãos do chefe de estado espanhol.
Não poderíamos deixar de transcrever parte dum texto do Catálogo do Concurso Nacional de Formação Profissional – Braga 2002, o qual mostra o capital de prestígio que Francisco Dias conseguir granjear. Esse texto, dedicado a três personalidades importantes da formação profissional, tem o título TRÊS GERAÇÕES DE SUCESSO – O MESTRE, O JURADO E O MEDALHADO. O que se segue é a parte do texto dedicada ao Mestre, que é, como já adivinharam, Francisco Dias.
O Mestre é conhecido por professor Matos Dias. Figura histórica dos Concursos de Formação Profissional, aos 65 anos, apesar de reformado, fala, ainda, com grande entusiasmo do evento, acentuando as suas vantagens e benefícios, traduzidos em experiências que valorizam conhecimentos de concorrentes e membros dos júris.
Francisco de Matos Dias teve o primeiro contacto com um Concurso de Formação Profissional aos 20 anos, era, então, aprendiz de Carpintaria de Moldes na Fábrica Militar de Braço de Prata e estava mesmo a pensar mudar de profissão e dedicar-se ao desenho de máquinas.
No entanto, corria o ano de 1957, a participação do jovem aprendiz no Concurso Internacional, em Espanha, haveria de mudar o curso dos seus sonhos. Arrecadou a medalha de ouro, o que, para além de o encher de orgulho, lhe incutiu maior entusiasmo e amor à profissão que, assim se colou a pele e à vida.
Rapidamente promovido a operário, o dia-a-dia era duro e nada fácil. De dia trabalhava, à noite estudava, frequentando o curso industrial de serralheiro. Aos 25 anos, promovido a chefe de secção, foi bem aceite pelos cerca de trinta homens, todos bem mais velhos, que passou a dirigir.
No âmbito da evolução profissional, foi admitido no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) no qual prosseguiu a carreira de Técnico de Formação Profissional, sendo, a certa altura, escolhido para membro do júri dos Concursos, então, organizados pela Mocidade Portuguesa. Com o desmembramento desta organização, a seguir ao 25 de abril de 1974, a ação esteve suspensa por algum tempo.
Em 1975, no Ministério do Trabalho foi decidido retomar os concursos de formação profissional, a nível nacional e internacional, renovando-os de forma a ser retomada a credibilidade perdida e Matos Dias foi investido dessa tarefa ao que correspondeu com empenho e entusiasmo. Foi assim que, investido no corpo de Delegado Oficial, Matos Dias percorreu, por mais de uma vez, os cinco continentes, tendo amigos, um pouco por todo o lado.
Hoje reformado, Francisco Matos Dias continua um defensor acérrimo das vantagens da realização dos concursos para todos os participantes e guarda, com indisfarçado orgulho, a nomeação de Membro Honorário da World Skills International Vocational Training Organisation (IVTO), entidade organizadora dos internacionais, atualmente com 35 membros efetivos e de que Portugal é o único membro presente.
Palavras do texto resultantes do Acordo Ortográfico
- Madri em vez de Madrid; tanto Madri como Madrid são aceitáveis, correspondendo a duas pronúncias diferentes que existem em português para o nome da capital de Espanha
- abril porque os nomes dos meses, como os das estações do ano e os nomes dos dias da semana se escrevem com minúscula
- ação em vez de acção com a eliminação dum cê que não se pronuncia
- atualmente em vez de actualmente pela mesma razão
- efetivos em vez de efectivos pela mesma razão
Publicado por santric em 08:48 PM
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Francisco Dias - mérito que atingiu a excelência
Este artigo foi publicado em 23-11-2009. Por erro, foi apagado quando foi introduzido novo artigo sobre Francisco Dias. Teve de ser gravado outra vez, surgindo com nova data de publicação.
(Escrito de harmonia com o Acordo Ortográfico)
O autor deste artigo recorda o entusiasmo com que no fim dos anos 50 o
saudoso Dr. João Santana Maia comentou a notícia de um jovem mourisquense ter
obtido um prémio em Espanha. Quem era este jovem mourisquense? Que proeza tinha
cometido para ser premiado no estrangeiro? É o que vamos ver.
Com pouco mais de vinte anos, Francisco Dias, aprendiz de carpintaria de
moldes da Fábrica Militar de Braço de Prata, venceu o Concurso Internacional de
Formação Profissional na especialidade de Moldes e Modelos. O concurso
realizou-se em Madri no ano de 1957. O prémio foi uma taça de prata, entregue no
Palácio do Prado nada mais nada menos do que pelo Chefe de Estado espanhol, o
todo poderoso Generalíssimo Francisco Franco, vencedor da sangrenta guerra civil
espanhola de 1936-1939.
Francisco de Matos Dias nasceu em 4 de julho de 1936, no lugar do Cardal, em
Mouriscas. filho de Luís Dias, trabalhador rural, e de Maria de Matos,
doméstica. Geralmente conhecido em Mouriscas por Francisco Dias, assim será
referido neste artigo.
Concluída a instrução primária, Francisco Dias ocupou-se durante algum tempo
de trabalhos agrícolas. Depois, por influência do seu tio José Pedro, entrou em
1949, com treze anos, para a Fábrica Militar de Braço de Prata – ainda antes da
idade legal de catorze anos.
Em 1950 iniciou o Curso Industrial na Escola Industrial Afonso Domingues, no
horário da noite, das 19 às 23. Como o horário da fábrica era das 8 às 17, não
lhe restava tempo para estudar ou para se divertir. Nesta escola Francisco Dias
viria a completar o 5° Ano do Curso de Serralheiro na Área da Metalurgia. Da sua
formação académica faz também parte o Curso Industrial na Área das Madeiras
(Curso de Marcenaria).
A Mocidade Portuguesa era a organização de juventude do Estado Novo. Política
aparte, teve alguma atividades interessantes. Como funcionário do estado,
Francisco Dias estava obrigado a frequentar a pertencer ao seu Centro
Extraescolar. Foi em 1954 que através da Mocidade Portuguesa se inscreveu no 4.º
Concurso de Trabalho, obtendo o segundo lugar, vindo a saber mais tarde que não
lhe atribuiram o primeiro por uma questão de idade. Voltou a concorrer e obteve
o primeiro lugar no Concurso Nacional. Entretanto, o estudo e a carreira
profissional iam decorrendo com êxito.
Em 1957 surge o serviço militar, prestado em Vendas Novas, de que passaria à
disponibilidade como furriel e com um louvor na caderneta.
Trabalhando na fábrica numas férias do serviço militar, Francisco Dias recebe
da Mocidade Portuguesa um convite para representar em Madri a fábrica no 6.º
Concurso de Trabalho. O resultado já o conhecem – o primeiro lugar. Estávamos em
outubro de 1957.
O prémio conquistado abriu-lhe uma data de portas. O aprendiz Francisco Dias
foi louvado em ordem de serviço e promovido a operário. Com apenas 25 anos
chegou a chefe de secção. Em 1963 iria sair da Fábrica Militar de Braço de
Prata, onde tinha atingido o importante lugar de Chefe de Grupo e onde deixou
amizades, de que é prova a festa de homenagem e a salva de prata com que foi
brindado. Tinha 27 anos. Francisco Dias deixou a Fábrica Militar de Braço de
Prata para embarcar noutros voos – os de técnico de formação profissional. E que
voos!
Através de concurso, em que participaram 38 candidatos, Francisco Dias foi
aprovado para monitor de Carpintaria no IEFP (Instituto de Emprego e Formação
Profissional). Mais tarde foi convidado para responsável da especialidade de
Carpintaria de Moldes. Elaborou para esta especialidade todo o programa, planos
de equipamento e implantação e coordenou a montagem da secção de Ramalde (perto
do Porto), onde ainda hoje se faz formação profissional de Técnicos de Moldes e
Modelos. Ramalde é o único local do país onde esta profissão é ensinada com
reconhecimento oficial. Esta secção foi integrada no CINFU, Centro Protocolar da
Indústria de Fundição, tendo sido considerada uma das melhores montagens a nível
mundial por um técnico alemão. Nesta secção Francisco Dias deu aulas a
finalistas da área de metalurgia da Universidade do Porto.
No ano de 1964 foi convidado para dar apoio ao júri do Concurso Internacional
de Trabalho, realizado em Portugal. Um industrial belga membro do júri pediu a
Francisco Dias para o substituir, o que veio a acontecer, rompendo-se assim com
a tradição portuguesa de reservar a engenheiros e agentes técnicos a
participação nos júris de tais concursos. Nos anos seguintes, até 1974, fez
parte dos júris de Carpintaria de Moldes, Desenho de Máquinas, Fundição e até ...
Culinária.
Francisco Dias tem o seu nome ligado à linda cidade de Inhambane, também
chamada a “Terra da Boa Gente”, situada na costa de Moçambique. Esta designação
é atribuída a Vasco da Gama e ouve-a com muita frequência quem visita
Moçambique. Em 1970 Francisco Dias foi convidado pelo então Secretário de Estado
dos Transportes de Moçambique, para elaborar o plano de implementação do Centro
de Inhambane para a Formação Profissional dos caminhos-de-ferro naquela região,
o que veio originar a criação do seu Centro de Formação Profissional. Em 1973
Francisco Dias voltaria a Moçambique para o que considera ser dois dos anos mais
produtivos da sua vida profissional. Colaborou então na montagem em vários
locais de centros de Formação Profissional, preparação de monitores e Técnicos
de Formação e na adaptação de programas às realidades técnicas de Moçambique,
país que viria a ascender à independência política em 25 de junho de 1975.
A extinção da Mocidade Portuguesa foi uma das primeiras medidas tomadas pelo
poder revolucionário que conquistou o poder em 1975. Era através da Mocidade
Portuguesa que Portugal participava nos concursos internacionais de Formação
Profissional. Com a extinção da organização Portugal deixou de participar nos
concursos. Depois de peripécias que encheriam páginas, Portugal voltou a
participar nos anos 80, tendo Francisco Dias sido Delegado Oficial de Portugal e
ajudado a integrar nos concursos outros países e territórios de língua oficial
portuguesa. Francisco Dias manteve-se durante quinze anos como Delegado Oficial
de Portugal, ou seja até à aposentação, ocorrida em 1994. Foi então eleito por
unanimidade Membro Honorário da Organização Internacional dos Concursos de
Formação, numa reunião que teve lugar em Gibraltar.
No ano da aposentação voltou pela segunda vez para uma importante ação em S.
Tomé e Príncipe, outro dos países surgidos da descolonização portuguesa. Fez o
estudo para um projecto de apoio a duas Secções de Formação Profissional
(Carpintaria/Marcenaria/Sapataria). Voltaria no ano seguinte para a inauguração
com a presença de altas individualidades e da televisão local. Muitos falam de
cooperação com as antigas colónias, mas a cooperação faz-se com ações concretas
como as que Francisco Dias realizou.
Após a aposentação prestou apoio à Formação Profissional na Área dos
Concursos de Formação Profissional ao Centro de Formação Profissional da Madeira
onde se deslocou mensalmente nos anos de 1994 e 1995.
Muito mais haveria para dizer de Matos Dias – nome mítico por que era
conhecido nos meios ligados à Formação Profissional. Muitas dificuldades teve de
vencer. Outros cursos teve de frequentar. Muitas capacidades teve de adquirir
além das referidas. Outras importantes ações desenvolveu. Este artigo dá somente
uma ideia pálida da sua brilhante carreira profissional, que lhe proporcionou
viajar pelos cinco continentes, privar com muita gente e conhecer muitas
Poder-se-ia dizer que Francisco Dias teve a sorte de lhe aparecerem
oportunidades que soube aproveitar, mas a sorte sorri a quem a procura. Os
romanos tinham o provérbio “Industriam adjuvat Deus”, que quer dizer ”A quem
trabalha Deus ajuda”. Realmente, a sorte não cai do céu. Outro provérbio, este
em inglês, diz “God helps those who help themselves”, ou seja ”Deus ajuda
aqueles que se ajudam a si próprios”. Estes provérbios e outros semelhantes bem
se podem aplicar com propriedade à carreira de Francisco Dias. Teve uma carreira
de muito mérito porque fez por merecer esse mérito. Mouriscas deve estar
orgulhosa deste seu filho.
Autor deste artigo: João Manuel Maia Alves, que agradece as informações
prestadas por Francisco de Matos Dias
Palavras do texto resultantes do Acordo Ortográfico
- Madri em vez de Madrid; tanto Madri como Madrid são aceitáveis, correspondendo a duas pronúncias diferentes que existem em português para o nome da capital de Espanha
- abril, junho, julho e outubro em vez de Abril, Junho, Julho e Outubro, porque os nomes dos meses, como os das estações do ano e os nomes dos dias da semana se escrevem
com minúscula
- extraescolar em vez de extra-escolar, como antes já se escrevia extraordinário
- atividades, ação e ações em vez de actividades, acção e acções, com a eliminação dum cê que não se pronuncia
Publicado por santric em 07:59 PM
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outubro 20, 2009 |
Falar mourisquense (18)
(Escrito de harmonia com o Acordo Ortográfico)
Aqui vão mais exemplos do falar mourisquense. Há quanto tempo não tínhamos disso neste blogue! Agradecimentos a Otília Rosa Pascoal pelo seu contributo para a redação deste artigo.
PENSAR QUE SE BENZE MAS PARTIR O NARIZ – Esperar um bom resultado duma acção, mas acontecer o contrário. (Ela foi falar com a vizinha para fazerem as pazes. O resultado foi uma descompostura da vizinha, que lhe encheu a barriga de nomes. Pensava que se benzia mas partiu o nariz.)
LUXO – Coisa muito boa; muito bem. (Dantes lavava-se a roupa à mão num tanque; agora temos máquinas de lavar que são um luxo. Este frigorífico trabalha que é um luxo.)
SONHAR COM LADRÕES – Pensar em fantasias, sonhar com coisas pouco prováveis ou impossíveis. (Ele diz que o futuro sogro lhe vai comprar um carro do melhor que há. Deve estar a sonhar com ladrões.)
FRUTO – Coisas semeadas numa horta. (O fruto está cheio de sede. É preciso regá-lo bem.)
NÃO TER OS CINCO CELAMINS – Não funcionar bem da cabeça. (Ela não não tem os cinco celamins. Esqueceu-se de pôr açúcar nos bolos.) (O celamim é uma antiga medida de capacidade.)
É IMPORTANTE! – Exclamação usada para indicar espanto. (Ele trata mal toda a gente e ainda se queixa de ninguém gostar de falar com ele. É importante! Olhem que isto é importante! Deixou os animais toda a noite a apanhar chuva.)
BORCELO – Bocado que se partia de uma caçarola de barro ou alguidar. O remendo era feito com dois ou três gatos. (Tenho que guardar este borcelo para mandar pôr ao caldareiro quando ele por aqui passar.) (Definição e exemplo de Otília Rosa Pascoal. Borcelo é corrupão de boicelo ou boucelo, termos registados em dicionários portugueses e brasileiros.)
TECAROLA – Aperto de mão. Usado principalmente ao falar com crianças. (Estás um homem. Dá cá uma tecarola) (Sugestão de Otília Rosa Pascoal)
ESPERADIÇO – Que espera que lhe deem prendas. (Ele está farto de perguntar o que é lhe dou pelos anos. É um moço muito esperadiço.)
REPIMPA – Satisfeito ou satisfeita depois de comida ou bebida (Comemos umas azeitonas novas com pão e depois bebemos umas tigelas de café. Ficámos mesmo à repimpa.) (Sugestão de Otília Rosa Pascoal)
Palavras do texto resultantes do Acordo Ortográfico
- deem em vez de dêem
- redação em vez de redacção
Publicado por santric em 10:11 AM
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setembro 15, 2009 |
Alcínio Serras - charadista mourisquense
(Escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990)
De Mouriscas – esta terra tão especial – têm saído pessoas que se distinguiram em variados domínios. Alcínio Serras é uma delas. O charadismo é a área a que se vem há muitos anos dedicando com notável empenho.
Alcínio Dias de Matos Serras nasceu no lindo lugar das Varandas, sobranceiro ao rio Tejo, em 22 de janeiro de 1934, filho de Aurélio Dias Serras (Aurélio das Varandas) e de Maria Teresa Lopes. Pela parte da mãe, Alcínio é descendente em quinto grau de António Ferreira Santana, nascido em 1789, em Alagoa, concelho de Portalegre, e de Luísa Lopes, nascida em 1801, no Cabeço do Alconde, então freguesia de S. João, do concelho de Abrantes. Deste casal descendem os “Santanas com origem em Mouriscas”. A avó materna de Alcínio foi uma famosa parteira, conhecida no seu tempo por “Comadre Virgínia”. Assistiu ao nascimento de inúmeras crianças, que, depois, transportou ao colo à igreja para serem batizadas.
Depois da escola primária, Alcínio frequentou em Mouriscas o Colégio Infante de Sagres, onde fez o 5º ano dos liceus, e em Lisboa o liceu Pedro Nunes, onde completou o 7.º ano. Alcínio foi bancário e professor e licenciou-se em Sociologia pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE).
Alcínio Dias de Matos Serras é casado com Maria Antonieta Cadete Simão de Matos Serras, professora primária de várias gerações de mourisquenses e pai dum filho e duma filha. O filho, Alcino Serras, tem uma notável carreira de atleta de alta competição.
Às vezes ouvimos dizer que as palavras de alguém foram uma charada. Isto significa que não são fáceis de entender, que são uma espécie de mistério, que é precioso dar muita volta ao miolo para descobrir onde o orador quis chegar. Se o significado se pudesse captar sem esforço, não constituiriam uma charada. Uma charada é um jogo verbal em que, a partir dalgumas palavras não muito claras, se tem de descobrir uma solução. Um exemplo poderia ser este: Pela primeira se pode entrar; a segunda pode-se desfraldar. A solução é porta-bandeira. Este é um exemplo muito simples. De charadas, a maioria das pessoas conhece as palavras cruzadas. Há muitos outros tipos de charadas - aferéticas, protéticas, apocopadas, paragógicas, sincopadas, epentéticas, etc. É extremamente difícil decifrar muitas delas.
É trabalho de charadistas compor e decifrar charadas. Para se ser charadista é preciso muita dedicação, muito estudo e muita prática. Muita gente tem a inteligência e a base de conhecimentos suficientes para iniciar uma carreira de charadista, mas falta-lhe o interesse e a capacidade para o indispensável esforço continuado. O charadismo fica assim reservado a uma pequena minoria de “maluquinhos” no bom sentido – isto é, pessoas capazes de extrema devoção a uma causa.
Há muitos anos o Diário Popular, extinto jornal da tarde, organizou um concurso de palavras cruzadas. Alcínio estava em Lisboa e concorreu. Logo no primeiro problema apareceu uma palavra que desconhecia. Sabia que a primeira letra era um agá, mas faltavam-lhe outras. Com a paciência e a persistência própria de gente que se entrega a passatempos do género, Alcínio procurou no único dicionário de que dispunha a solução. Não a conseguiu, mas não desistiu. Conhecia a revista “O Charadista” e sabia que os charadistas se reuniam na cave do Café Palladium, nos Restauradores, aos sábados, por volta das 16 horas. Foi lá procurar auxílio. Podemos imaginar que para Alcínio deve ter sido um momento mágico o encontro com esse povo das charadas, assim como que a respeitosa entrada num santuário. Foi em 1958, há mais de meio século. Tinha Alcínio 24 anos.
No Palladium conseguiu a solução: hemeroteca, palavra que designa uma biblioteca de jornais e de revistas. Foi logo ali convidado para ser sócio dos charadistas. Assim nasceu uma paixão pelo charadismo que nunca murchou em Alcínio, que passou a ir todos os sábados ao Palladium para participar nos encontros com os outros charadistas.
A entrada de Alcínio no charadismo trouxe-lhe o novo nome de “Aldimas”. O uso de pseudónimos simplifica e democratiza o contacto entre charadistas, pairando acima de títulos profissionais ou académicos.
Desde a sua entrada no mundo do charadismo, Alcínio tem dedicado muito tempo ao assunto, não só compondo e decifrando charadas como participando em encontros anuais de charadistas e comunicando-se com colegas da arte. Em 1997 teve lugar no Sardoal um encontro de charadistas, organizado por Alcínio. Participaram dois casais brasileiros que, de propósito, vieram do Brasil, onde há muitos cultores desta atividade. A estação de televisão SIC esteve presente todo o dia e dedicou ao encontro intervenções em vários noticiários; no jornal da noite, no chamado horário nobre, procedeu a um resumo do ocorrido durante o dia.
O gosto pela língua portuguesa e o seu domínio e uma boa cultura geral são fatores indispensáveis à prática do charadismo. Por sua vez o charadismo aumenta o conhecimento da língua e a cultura geral, o que melhora a capacidade como charadista - e assim sucessivamente.
Alcínio usa na sua atividade de charadista um variado leque de obras de consulta. Algumas são especializadas. Alcínio é o autor de algumas.
Devido à prática do charadismo, Alcínio pode gabar-se duma invulgar bagagem de conhecimentos da língua e de cultura que lhe permite saber a resposta da maioria dos concursos que passam na televisão.
Quanto charadistas há em Portugal? Talvez não cheguem a 200. Referimo-nos, claro, a pessoas que se dedicam intensamente à arte e não àquelas que esporadicamente decifram uma charada. Ser charadista é difícil – exige demasiado trabalho e sacrifício para a maioria das pessoas.
Atualmente Alcínio é o coordenador da página de charadismo do jornal regional “ABARCA”, publicado no Tramagal e dedicado a vários concelhos da nossa zona.
Dizem estar cientificamente provado que o charadismo prolonga a vida das pessoas porque lhes exercita as capacidades mentais. Embora seja sempre de pôr reservas a afirmações do género, não custa aceitar que seja verdade.
Este artigo não pode terminar sem fazer referência a outros charadistas de Mouriscas: Joaquim Gonçalves Pedro (Joaquim da Aldeia), durante muitos anos barbeiro no centro de Mouriscas e que teve como charadista o pseudónimo de "Joves", Eduardo Roldão, que usou o pseudónimo de "Edmaro" e Manuel Alves Bento, que como charadista foi "Elvesto".
Pronto, leitor, se não sabia, fica a saber que em Mouriscas existe alguém que se dedica ao charadismo. O seu nome é Alcínio de Matos Serras. Muito bem, Alcínio, pela sua carreira!
Na redação deste artigo foram usadas informações recolhidas de entrevista de Alcinio de Matos Serras ao jornal “ABARCA”. Agradecimentos ao jornal "ABARCA" pela autorização de utilização da foto da entrevista. Também foram usadas informações, que se agradecem, do próprio Alcínio de Matos Serras.
= Palavras do texto resultantes do Acordo Ortográfico =
- janeiro em vez de Janeiro, porque os nomes dos meses se escreverão com
letra pequena , como já acontece com os dias da semana
- batizadas em vez de baptizadas, porque não se escreverão cês e pés não
pronunciados.
- atividade em vez de actividade, pela mesma razão.
- fatores, em vez de factores, pela mesma razão
- redação em vez de redacção, pelo mesmo motivo.
Publicado por santric em 05:38 PM
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agosto 13, 2009 |
Parabéns à Tia Joana pelos seus 105 anos de vida
(Escrito de harmonia com o Acordo Ortográfico de 1990)
Esta ilustre Senhora nasceu no já longínquo dia 4 de agosto de 1904, em Mouriscas - Abrantes, no casal de Camarrão, sendo a filha mais nova de uma família mourisquense, então constituída pelo pai, José Maria Mestre (08.10.1867-16.07.1949), carpinteiro de profissão e, depois, moleiro, pela sua mãe, Joana Dias, conhecida por Ti Joanita (02.01.1868-29.05.1959), doméstica e moleira, e pelos irmãos David Lopes Mestre (13.06.1897-2.03-1988), carpinteiro, moleiro e agricultor e Joaquina Dias (20.03.1899-07.03.1993), doméstica.

A tia Joana, à direita, com os seus irmãos David e Joaquina, em 1986
Aprendeu a ler, a escrever e a contar em casa da mestra de escola Teresa Fernandes, que morava no Casal Pita.
Depois foi aprender costura e bordados com a mestra Antónia Venância, moradora no casal do Outeiro, que enquanto solteira, se dedicou ao ensino da sua arte às jovens. Pensava ser costureira, mas pelo facto de seu pai tomar conta dos engenhos de farinação, que eram do seu tio Feliciano Lopes Mestre, o seu sonho não se concretizou.
Enquanto solteira, costumava ir aos bailes, abrilhantados apenas com gaitas de beiços e cantares, que se realizavam nas noites de domingo, em casa do ti Manuel Vargasta, sempre acompanhada da sua irmã Joaquina. Para pagamento da utilização da casa de fora utilizada para o efeito ofereciam ao seu proprietário sabão para a esfregar e petróleo e azeite para a iluminação.
Nesse tempo era costume fazer-se um arraial todos os domingos, no Largo da Cabaça, que atraia muitos jovens e adultos, que da vizinhança ali se deslocavam para conviver e se divertir.
Lembra-se do tempo de criança das festas dedicadas à Nossa Senhora dos Matos, que atraíam gente de toda a freguesia.
Casou com o mourisquense Joaquim Grilo Cadete (24.08.1912-05.02.1975), em 06.09.1932, pedreiro e mestre de obras, passando o casal a viver no casal do Surdo, perto dos pais do noivo, mudando-se, anos mais tarde, para o lugar dos Penedos, onde a “Tia Joana” viveu, mesmo depois de viúva, até há poucos anos, quando se entregou aos sobrinhos. Recorda com saudade que, no dia do seu casamento, foi transportada numa égua do sr. Luís Farinha, aliás, utilizada em quase todos os casamentos da terra.
O casal não teve filhos.
Acompanhando o marido, viveu algumas temporadas fora de Mouriscas, designadamente em Beja.
Aos 105 anos, continua com boa memória e lucidez, fazendo inveja aos idosos mais novos, e fala, com muito respeito e amor, dos seus avós paternos Manuel Lopes Mestre e Francisca Lopes e maternos Francisco Serrano (Palhinhas) e Rosária Dias e dos seus tios de ambos os lados, nomeando-os, sem dificuldade. O mesmo acontece, em relação aos sobrinhos diretos, num total de 33, e afins e seus descendentes: sobrinhos-netos, sobrinhos-bisnetos e sobrinhos-trinetos.
Neste dia memorável em que faz a bonita idade de 105 anos, uma das pessoas mais velhas da nossa freguesia de Mouriscas e do nosso concelho de Abrantes, todos os seus sobrinhos e demais familiares dão os PARABÉNS à Tia Joana e fazem votos para que continue a somar anos à sua vida, pedindo a Deus que lhe continue a dar saúde, vontade e alegria para viver.
Viver 105 anos, com saúde, paz de espírito e boa memória, é privilégio apenas dos mais afortunados. A Tia Joana deve estar feliz por isso. Também todos os seus familiares e amigos, e, com certeza, todos os mourisquenses, se sentem honrados e associam-se a mais este aniversário.
Escreveu este texto o sobrinho Carlos Bento, em 4.8.2009.
O texto foi também publicado no blogue “Mouriscas – Idosos de Ontem e de Hoje”, que tem o endereço seguinte:
http://casapretas23.blogs.sapo.pt/291.html
--- Palavras do texto resultantes da nova ortografia ---
- agosto em vez de Agosto porque os nomes dos meses, das estações do ano e dos dias da semana se escrevem com letra inicial minúscula
- domingo e domingos em vez de Domingo e Domingos pela mesma razão
- diretos em vez de directos porque o cê não se pronuncia.
Publicado por santric em 11:38 AM
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Novo blogue
O ilustre mourisquense Carlos Lopes Bento acaba de criar um novo blogue.
O blogue chama-se “Mouriscas – Idosos de Ontem e de Hoje”. Tem o endereço http://casapretas23.blogs.sapo.pt/291.html. Apresenta-se desta maneira: “Este Blogue de Carlos Lopes Bento mostra traços da vida dos idosos, de ontem e de hoje, na freguesia de Mouriscas, concelho de Abrantes.”
O primeiro artigo do blogue foi dedicado aos 105 anos de Joana Dias, com um texto também publicado neste blogue, por amabilidade do autor.
Desejamos longa vida a este blogue e temos muita curiosidade em saber o que Carlos Bento vai escrever sobre o tema que para o mesmo escolheu.
A lista de todas as páginas de Internet e blogues relacionados com Mouriscas e de que o administrador deste blogue tem conhecimento constam do endereço seguinte:
http://motg.no.sapo.pt/g.htm.
Publicado por santric em 11:22 AM
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